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Empreendedor investe R$ 500 mil para vender assinaturas...de cueca a garrafa de vinho

Ideia custou R$ 500 mil para empresário e já sai do papel com 50 parceiros

Renato Jakitas, Estadão PME,

16 de julho de 2012 | 12h00

A proliferação de serviços por assinatura inusitados pela internet – que comercializam pacotes de entrega de maquiagem, vinho, sapato e até cueca como se fossem jornais e revistas – foi o ponto de partida para uma nova empreitada que acaba de sair do papel em São Paulo. Lançado em maio último, o Assina-me é um portal que agrupa as empresas que operam com esse formato ainda atípico de comercialização. De saída, a ideia começa a operar com 50 parceiros e espera agrupar mais de 100 lojas online do setor, com pelo menos 60 tipos de produtos e serviços, até o fim do ano.

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O projeto tem por trás o trabalho de Fernando Nigri Wolff, jovem empresário que já dispõe de histórico de empreendedorismo no mercado digital. Em 2010, ele comandava a startup Bidy, site de leilão virtual vendido um ano depois para outro investidor. “Quando vendemos o Bidy, saí em busca de uma nova ideia. Após visitas aos Estados Unidos e a Europa, chamou nossa atenção o novo mercado de empresas de assinatura pela internet”, lembra Wolff. “Achamos legal a ideia, mas a gente não sabia o que fazer, se uma empresa de vinho, de cerveja, masculino ou feminino. Dissemos: ‘ vamos montar um local onde possa ter tudo isso, os produtos do mercado inteiro’”, destaca ele, que atua com outros dois sócios.

O Assina-me não cobra nada do consumidor, apenas das empresas parceiras. A exemplo dos clubes de compra (e de quase todas as empresas que se oferecem como vitrine às lojas online hoje em dia), o agregador de assinatura cobra uma porcentagem sobre o número de negócios que viabiliza, entre 10% a 15% do valor da venda, dependendo do acordo com o parceiro.

Com investimento de R$ 500 mil, o planejamento para o site é alcançar o retorno desse capital desembolsado até o final do ano. “Já quase obtemos esse retorno. A gente arrecada 50 novas assinatura a cada dia”, afirma Wolff, que vislumbra um futuro milionário para sua ideia. “Nos Estados Unidos têm duas empresas como a nossa. Esse é um mercado que movimentou quase US$ 1 bilhão de dólares por lá, em 2001 (cerca de R$ 2,03 bilhões)”, afirma. No Brasil, diz, o segmento de assinatura mobiliza R$ 60 milhões.

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