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Empreendedor ganha espaço com inovação ao fabricar impressoras com tecnologia 3D

Empresa tem 18 anos de atividade e um segredo para estar tanto tempo aberta: estar sempre um passo à frente

CRIS OLIVETTE, OPORTUNIDADES,

15 de outubro de 2012 | 06h21

 Aos 46 anos, o uruguaio Sergio Oberlander comemora os 18 anos de atividade da Robtec, empresa especializada na comercialização de tecnologia na área de prototipagem e impressão 3D. “Além de vender as máquinas, também produzimos protótipos e oferecemos treinamento e assistência técnica aos clientes.”

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O engenheiro mecânico diz que conheceu a tecnologia no início dos anos 1990, quando fazia mestrado em robótica numa universidade de Israel. “Fiquei muito interessado em trazer essas máquinas para a América Latina.” A Robtec foi criada em 1994, mas o empresário conta que o mercado ainda não estava preparado para assimilar o produto, por isso teve de batalhar muito nos primeiros anos até que o negócio engrenasse. Hoje, a empresa emprega 120 funcionários, possui sede em São Paulo e escritórios no Uruguai, Argentina, México e China.

O desejo de ter uma vida profissional autônoma começou a se delinear quando Sergio Oberlander fazia mestrado em robótica em Haifa, no Israel Institute of Technology. “Isso foi no início dos anos 1990. Durante o mestrado, tive contato com a tecnologia 3D Printing, que naquela época só era conhecida nos meios de pesquisa e fiquei encantado.”

O estudante viu na comercialização da tecnologia uma oportunidade de negócio. “Comecei a procurar formas de trazê-la para a América Latina e associei-me a dois colegas. Criamos a Robtec em 1994.” Mesmo sendo uruguaios, os sócios abriram a empresa no Brasil. “Nosso primeiro escritório foi montado em Porto Alegre (RS). Um ano depois nos mudamos para São Paulo.”

Oberlander conta que eles tinham certeza de que o negócio era promissor. “Mas a empresa chegou muito cedo ao mercado e enfrentamos muita resistência dos empresários”, lembra. “Éramos representante do fabricante na América Latina, mas as indústrias da região não demonstraram interesse e muitos empresários nos desestimularam. Nessa época, a máquina mais barata custava US$ 300 mil. Com o tempo, o produto foi se popularizando, hoje é possível comprar uma impressora 3D por R$ 5 mil.”

Uma forma de driblar a falta de compradores no início do negócio foi oferecer serviços de prototipagem. “Batalhamos muito durante quatro anos até que as indústrias se interessassem pelos protótipos gerados pelo equipamento. Quando completamos seis anos no mercado, as empresas, enfim, começaram a adquirir as impressoras 3D.”

Hoje, a Robetc fornece tecnologia de ponta para clientes como Mercedes Benz, Fiat, Volkswagen, PSA Peugeot Citroen, entre outras. “Isso é possível graças às parcerias internacionais que mantemos com a alemã GOM, a belga Materialise e a americana 3D Systems”, diz Oberlander. A novidade do momento, segundo ele, é a impressora 3D colorida, que permite produzir protótipos coloridos com mais velocidade em relação aos modelos anteriores. 

“Investimos US$ 250 mil para trazer esse equipamento para o Brasil. O lançamento ocorreu durante a nona edição do seminário de tecnologias, que realizamos sempre no mês de agosto.” Atualmente, a Robtec possui sede no parque industrial instalado em Diadema[/TEXTO], na Região Metropolitana de São Paulo, e escritórios no Uruguai, Argentina, México e China, nos quais emprega 120 funcionários. 

Segundo Oberlander, a Robtec tem crescido cerca de 20% ao ano. “Sempre fomos muito conservadores em relação a gastos, mas investimos muito na firma para garantir seu crescimento.” Além de vender, dar treinamento e fazer manutenção dos equipamentos, a empresa também presta serviços de prototipagem de produtos complexos e de alto padrão. “Estamos sempre um passo à frente, vendo de onde virá a receita no futuro, porque a fonte de receita na área tecnológica muda muito rápido.”

O empresário diz que os sócios se revezam para realizar de quatro a seis viagens internacionais por ano em busca de novas tecnologias. “Também trazemos palestrantes de fora para manter nossos clientes atualizados. A Robtec trabalha para ter sempre a melhor tecnologia disponível no mundo.”

Para quem está começando a empreender, Oberlander diz que o principal é acreditar na ideia. “Se tivéssemos escutado os clientes nos primeiros três anos da empresa, teríamos fechado.” E recomenda que o empresário seja conservador com o dinheiro e invista muito na empresa para garantir o crescimento, além de fazer renovação tecnológica frequente. “Nós nos renovamos o tempo todo.”

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