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Empreendedor faz bolos personalizados que chegam a custar R$ 15 mil

Há bolo inspirado até no jogo de sucesso Candy Crush Saga, que virou mania na internet

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

05 de agosto de 2013 | 06h40

Desde os 11 anos, Nelson Pantano fazia bolos para aniversários dos familiares no interior de São Paulo. E os doces já eram decorados, não com as técnicas atuais, mas sempre com o cuidado de oferecer um diferencial. O hobby virou negócio e hoje o cake designer está no comando da The King Cake, que registra faturamento mensal entre R$ 60 mil e R$ 100 mil, com bolos que chegam a custar R$ 15 mil.

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Pantano, de 24 anos, nasceu em Fernandópolis, no interior de São Paulo, e o interesse pelos doces surgiu por acaso. "Ninguém da minha família fazia bolos. Não sei explicar os motivos que me levaram a fazer bolos, mas isso sempre me acompanhou", conta.

O cake designer ainda morou dois anos em Goiânia e se mudou para São Paulo para fazer faculdade de Publicidade. Formação que ficou apenas no diploma. Durante o curso, ele começou a trabalhar como assistente de outra profissional. "A paixão pelos bolos voltou. Falei: é isso que eu quero da minha vida", conta.

A paixão se concretizou no The King Cake, um ateliê especializado em bolos personalizados, que se tornou referência no mercado com as produções de flores feitas de açúcar, aberto em 2010. "As flores acabaram se tornando um diferencial. Tentamos chegar o mais próximo das flores naturais, o que acaba surpreendendo as pessoas", diz.

Mas os bolos não levam só flores e são feitos de acordo com os pedidos dos clientes, como um bolo inspirado no jogo Candy Crush Saga, que virou mania na internet e nos smartphones. "A ideia é sempre personalizar o máximo. Cada bolo é feito para cada cliente", destaca.

Preço. Tantos detalhes e diferenciais se refletem no preço. O bolo mais barato custa R$ 750, mas o cake designer já chegou a fazer encomendas que chegaram aos R$ 15 mil, como um bolo de casamento com muitas flores de açúcar e outro em comemoração aos 100 anos de uma empresa.

Como cerca de 80% da matéria-prima é importada, as variações na taxa de câmbio acabam impactando ainda mais o preço para o cliente. "Não existe matéria-prima nacional para esse produto com diferencial que fazemos. Nós precisamos de indústrias dispostas a fazer produtos de qualidade dentro do Brasil", pontua Pantano, que produz entre 20 e 25 bolos por mês.

Atualmente, a empresa tem três funcionários e Pantano não pretende ampliar muito a equipe para não perder qualidade. "Como a produção é artesanal e depende muito de mim, não tem muito para onde crescer. Pretendo fortalecer a imagem da marca e aumentar o valor agregado, não necessariamente a produção", explica.

O cake designer também dá cursos para quem estiver disposto a aprender a arte de confeitar. Um curso de flores, por exemplo, com 12 horas de aula custa R$ 1 mil. O profissional ainda viaja pelo menos uma vez por ano para a Inglaterra para se aperfeiçoar.

:: Veja alguns bolos feitos por Nelson Pantano ::

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