Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Empreendedor ensina como agradar 30 mil ou apenas 12 profissionais na mesma empresa

We Do Logos tem equipe reduzida, mas trabalha com um batalhão de colaboradores. E como deixar todos felizes?

RODRIGO REZENDE, ESPECIAL PARA O ESTADO,

17 de maio de 2013 | 07h50

 A We Do Logos – empresa com sede no Rio de Janeiro especializada na criação de logotipos para negócios de pequeno porte – tem uma equipe de trabalho bem reduzida. São 12 funcionários. Mas isso não significa que o negócio despreza a importância da equipe para o sucesso da empreitada. Pelo contrário.

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A eficiência da força de trabalho é fundamental para atender com qualidade máxima um contingente de 30 mil designers, que atuam como fornecedores do serviço oferecido, e atrair potenciais clientes interessados em contratar a We Do Logos.

“Nós pagamos faculdade e contratamos consultoria para realizar treinamentos”, afirma Gustavo Mota, o idealizador da empresa carioca.

A pequena empresa também valoriza o bem-estar, o bom relacionamento entre os profissionais do time e faz reconhecimento por mérito. Toda sexta-feira, a We Do Logos ainda promove um happy hour e o funcionário ainda pode receber bônus de acordo com sua produtividade diária e mensal.

Tanto esforço em privilegiar as pessoas ajuda a explicar o sucesso do empreendimento. De acordo com Mota, a We Do Logos é atualmente líder de mercado. “Trabalhamos em aproximadamente 500 projetos por mês, enquanto o segundo player do mercado faz perto de 70”, garante o empreendedor. 

A empresa, segundo o executivo, também consegue destaque por ser pioneira no segmento. “Depois da gente, nasceram umas 15 concorrentes, sendo que umas sete já morreram.”

Modelo. Para o designer associado ao empreendimento, a We Do Logos oferece conteúdo informativo no blog da empresa. “Temos mais de 900 posts, também replicados em redes sociais, que contribuem para enriquecer o conhecimento dos designers cadastrados”, explica Mota. “Também divulgamos o ranking dos melhores e enviamos materiais de motivação para esse time”, acrescenta.

A estratégia é interessante. Por mais que o vínculo estabelecido com esses profissionais seja de parceria, a força de trabalho deles impacta diretamente o cliente. E o bom trabalho pode fazer com que o consumidor volte e, principalmente, recomende o serviço. Portanto, tratá-los como se fossem funcionários faz todo sentido.

O modelo de trabalho da We Do Logos funciona da seguinte maneira: a empresa recebe o pedido do cliente – criação de logotipos e identidade visual – e inicia uma espécie de competição criativa para os designers parceiros. Ganha quem entregar o material que o cliente escolher. Os serviços têm um preço mínimo de R$ 290, mas o consumidor pode elevar o valor para então angariar mais opções de projetos. Segundo Gustavo Mota, 75% dos clientes que procuram os seus serviços estão contratando designers pela primeira vez na vida.

A empresa, que completa três anos em setembro, atendeu mais de 20 mil clientes, criou mais de 1,5 milhão de projetos e pagou aos designers R$ 2,5 milhões. Em 2012, registrou faturamento de R$ 2,1 milhões.

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