Em junho, investimento estrangeiro é 7 vezes maior do que há um ano

No semestre, total do IED é de US$ 32,477 bilhões, o correspondente a 2,74% do PIB

Fabio Graner e Adriana Fernandes, Agência Estado,

26 de julho de 2011 | 18h16

O Brasil realmente está atrativo aos olhos dos estrangeiros. O ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no País em junho somou US$ 5,467 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. O resultado é sete vezes maior do que no mesmo mês de 2010, quando ficou em US$ 766 milhões. O total ficou acima dos US$ 4,5 bilhões previstos pelo BC e também do teto das estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, que iam de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões.

O ingresso de investimento estrangeiro compensou o saldo negativo da conta corrente do país, de US$ 3,300 bilhões. Ou seja, os dólares que entraram no país compensaram o saldo negativo das relações do Brasil com o exterior.

Do total de investimentos que entrou no país, a participação no capital de empresas somou US$ 5,3 bilhões, e os desembolsos líquidos de empréstimos intercompanhia totalizaram US$ 186 milhões.

Com o Investimento Estrangeiro Direto de junho, o saldo no semestre ficou em US$ 32,477 bilhões, o correspondente a 2,74% do PIB (montante superior aos 2,14% do PIB registrado pelo déficit em conta corrente do primeiro semestre).

Nos últimos 12 meses encerrados em junho, o saldo de IED é de US$ 68,819 bilhões, o correspondente a 3,06% do PIB (o déficit em conta corrente foi de 2,18% do PIB no período).

Suspeitas - Apesar do forte aumento de junho, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, disse que não vê irregularidades no ingresso desses dólares no País neste ano. No mercado e até dentro do próprio governo havia suspeitas de que o IED estaria sendo um meio para driblar a taxação maior do IOF sobre renda fixa e empréstimos de até dois anos.

"Prefiro atribuir o ingresso de IED, que está dentro da trajetória prevista, às condições da economia brasileira", disse Maciel, destacando que as estatísticas mostram que tem havido operações muito vultosas e que permitem ao BC acompanhar se o registro está sendo feito corretamente.

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