Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Eles são seguidores da linha do capitalismo light

Avessos à pressão do mundo dos negócios, empreendedores não querem saber de expansão

Estadão PME,

23 de julho de 2014 | 06h52

Eles têm formação universitária, especialização, dinheiro no bolso e anos de experiência na função. Mas, apesar disso, dão de ombros a essa história de expansão. Avessos à pressão do mundo dos negócios, esses empreendedores não querem saber de investidores, novas unidades e metas ascendentes de faturamento. São os empresários light, um grupo que não está maior, simplesmente, porque optou por isso.

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As sócias Vera Tortura, Eliana Benites e Paola Gorios representam bem essa turma. O trio comanda há oito anos o Café com Mandioquinha, uma espécie de restaurante e café gourmet no centro de São Paulo. A intenção de permanecer com o negócio pequeno é tão grande que elas até fazem careta só de pensar em mudanças. “Nossa, não, a gente quer ficar desse jeito, estamos bem assim”, diz Eliana, que é médica, assim como Paola. “Quando não estou clinicando, estou aqui. E para a gente é como um oportunidade de receber as pessoas, atendê-las. A gente conhece todo mundo que vem aqui”, diz.

Eliana deixa claro que sua relação com a empresa é totalmente diferente da adotada pela maioria dos empreendedores. “É onde eu recarrego as energias. Vejo as pessoas entrarem aqui e ficarem conversando felizes. Sinto como se estivesse recebendo todo mundo em casa”, afirma.

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Outro que engrossa o clube dos empreendedores light é Beto Isaac. Ele, no entanto, cresceu um pouco – tem duas unidades do restaurante de comida árabe Arabesco e uma hamburgueria. Mas, quando questionado, é enfático e afirma que parou por aí.

“Pode ser que meus filhos, quando se definirem profissionalmente, resolvam tocar o negócio e aí cresçam. Mas eu estou muito satisfeito com o que tenho”, garante o empresário, que já recebeu convites para franquias e novos sócios, a exemplo do que já aconteceu com as donas do Café com Mandioquinha. Mas recusou as ofertas.

“Eu não quero entrar nessa loucura capitalista. Eu busco o equilíbrio. Optei por ser também um pai presente, por ter meus amigos, estar com minha família”, destaca Beto que é vice-campeão mundial amador de windsurf, esporte que faz questão de praticar pelo menos duas vezes por semana.

“Meu filho agora pratica o esporte e ele tem chance de disputar com profissionais, em campeonatos importantes. Sabe, entre montar um outro negócio, ampliar minha empresa, eu prefiro poder viajar com meu filho, assistir meu filho competindo.” 

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