Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Eles fazem sucesso com pouco dinheiro e muita gestão

Ernesto Villela, da Enox, e Thái Quang Nghiã, da Goóc explicam, durante Encontro PME, como ergueram empresas lucrativas com um caixa para lá de apertado

Estadão PME,

06 de junho de 2013 | 11h02

Cada um à sua maneira, Ernesto Villela, da Enox, e Thái Quang Nghiã, da Goóc, são empresários que tiveram de se habituar a tocar uma empresa com pouco dinheiro à disposição, apesar do sucesso experimentado desde o início da operação. 

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E foi justamente essa história que eles contaram durante o Encontro PME, em que participaram na manhã desta quinta-feira, 6, em São Paulo. Com foco na gestão e criatividade na condução dos recursos eles provam que, de certa forma, dispor de um bom capital pode ser importante, embora não seja determinante para o futuro de um negócio.

Sócio-fundador e diretor da Enox, empresa pioneira e uma das líderes  no mercado de mídia indoor, Villela conta que ergueu a empresa com R$ 20 mil em 2004 (R$ 5 mil de cada um dos sócios) e, desde então, sobrevive e ganha terreno no setor sem nunca tomar um empréstimo sequer, apesar das investidas de fundos de capital de risco e de investidores, interessados em se associar ao empreendedor. 

Sua estratégia, que contempla analisar as melhores propostas de investimento externo a partir do ano que vem, por hora contempla reinvestir parte dos lucros. Para tanto, a cada quatro meses, os sócios sacrificam um pro labore, quando trocam a retirada dos lucros por uma rodada de injeção de capital no negócio.

Já Thái Nghiã, da Goóc, que após um início meteórico em 2004, chegou à beira da falência em 2011, diz investir pesado na gestão dos recursos para sair do "menos zero" que se encontrava até os R$ 12 milhões planejados para este ano.

"A gente tinha um planejamento anual com revisões mensais e hoje tenho um planejamento mensal com revisões semanais", conta o empresário, que chegou a faturar R$ 60 milhões em 2010 e após o incêndio da fábrica em que investiu R$ 5 milhões em 2011, perdeu toda a produção e se viu obrigado a cancelar todos os contratos de fornecimento.

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