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Leila faz atualmente uma análise de custos na empresa
Leila faz atualmente uma análise de custos na empresa

Ela foi atendente do McDonald´s, virou presidente de empresa de sucesso e sabe como lidar com a crise

Leila Velez conta as estratégias da Beleza Natural; confira também o que as empresárias da rede Onodera pensam

ESTADÃO PME,

16 de março de 2015 | 07h04

Duas marcas consolidadas, voltadas para públicos distintos, mas ainda administradas por suas fundadoras. As empreendedoras à frente da rede Beleza Natural e da franquia de clínicas de estética Onodera querem provar que, apesar da conjuntura econômica adversa, é possível fazer do ‘limão uma limonada’ e colocar em prática planos agressivos de expansão apostando na criatividade e, claro, no poder de gestão.

Edna e Lucy Onodera, respectivamente mãe e filha, comandam a rede Onodera, atualmente com 57 franquias. O negócio surgiu há 34 anos quando Edna simplesmente aproveitou um espaço vago na academia de judô do marido, na época treinador da seleção brasileira da modalidade, para oferecer serviços estéticos. A ideia era apenas complementar a renda, mas o empreendimento acabou tornando-se o principal ganha pão da família.

Neste ano, a grande aposta das empresárias está em um novo modelo de negócios da marca, chamado de Store in Store – unidades ‘nanicas’ instaladas dentro de lojas, como por exemplo academias de ginástica e salões de cabeleireiro. “O plano é vender para quem já é nosso franqueado. Queremos vender 20 unidades até o fim do ano”, explica Lucy Onodera.


Com investimento total de R$ 24 mil, o modelo sai muito mais em conta do que a loja completa, atualmente estimada em R$ 420 mil – há ainda um modelo intermediário, lançado há três anos, e que custa R$ 300 mil. “A gente quer ganhar escala. Os custos imobiliários e o preço como um todo são problemas para o franqueado.”

Também de olho na expansão, o desafio de Leila Velez, por sua vez, é um pouco diferente. Sócia e presidente da marca Beleza Natural, composta por fábrica e rede de salões especializados em soluções para cabelos crespos e ondulados, a empresa está capitalizada e pronta para crescer desde que 33% do negócio foi adquirido pelo fundo de capital de risco GP Investments. A negociação movimentou R$ 70 milhões, cifra que vem sendo usada atualmente para o empreendimento atingir, até 2018, a meta de 120 unidades em funcionamento e faturamento de R$ 1 bilhão.

O problema de Leila, que divide a sociedade da marca com Zica Assis, Rogério Assis e Jair Conde, é adequar o portfólio da marca ao tamanho atual do bolso do seu consumidor, que vem sofrendo com o achatamento do poder de compra desde que foi iniciado o ajuste fiscal por parte do governo.

“A cesta de produtos de higiene pessoal e beleza representa 8% do orçamento de meu cliente e meu produto impacta com 4%. Estamos negociando com fornecedores e fazendo uma análise de custos completa para adequar nosso produto ao nosso cliente”, observa Leila. A empresária era atendente da rede de lanchonetes McDonald’s quando foi convidada por Zica Assis para ingressar na sociedade da empresa – o negócio atualmente conta com 29 pontos de atendimento em cinco estados.

“A gente tem um compromisso com o nosso cliente, com a nossa consumidora. Isso é importante e levamos muito à sério”, observa Leila. 

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