Eficiência empresarial de pequenas e médias empresas foi recorde em 2010

Bom desempenho foi sustentado pelos segmentos de comércio e de serviços, revela estudo

Estadão PME,

23 de agosto de 2011 | 15h06

 As pequenas e médias empresas do Brasil finalmente estão se recuperando da crise econômica de 2009. Segundo a Serasa, em 2010 a eficiência empresarial deste segmento registrou o patamar de 57,6 pontos, com elevação de 1 ponto sobre o desempenho de 2008, último recorde da série — o indicador varia em uma escala de 0 a 100 e quanto mais alta a pontuação, maior o  grau de eficiência.  Embora o caos econômico mundial entre 2008 e 2009 não tenha sido devastador para elas, as empresas se mantiveram seu nível de eficiência no limite médio dos anos anteriores.

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Comércio

A ajuda para manter uma certa estabilidade de pequenas e médias empresas veio do comércio. O segmento registrou elevação recorde no nível de eficiência empresarial (67,1 pontos). O bom desempenho é justificado por setor estar estruturalmente ligado ao comportamento da economia interna do país.

O nível de atividadedo comércio foi favorecido pela ampliação da renda e do crédito à população,  que  impulsionou a demanda interna por produtos. De acordo com analistas da Serasa Experian, a elevação dos preços do varejo propiciou a ampliação de empresas que atuam nesse setor em relação a 2009. Os estados que apresentaram maior participação de PMEs comerciais eficientes foram: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia, Sergipe e o Distrito Federal.

Serviços

As pequenas e médias empresas de serviços registraram uma leve alta em relação aos anos anteriores (48,8 pontos). No entanto, o segmento mantem estabilidade no indicador desde 2008. Assim como o comércio, o mercado interno aquecido foi o principal motivo do bom desempenho de serviços em 2010. Embora os custos  de serviços das pequenas e médias empresas deste setor  tenham sido favorecidos por uma menor inflação, o aumento real do salário mínimo e a necessidade de aumentar os quadros de empregados para fazer frente à demanda elevaram os custos com a folha de pagamento das empresas. Dessa forma, a eficiência empresarial delas foi limitada. Os Estados da Federação que apresentaram participação maior de empresas eficientes em serviços foram: Minas Gerais, Pará, São Paulo, Maranhão e Bahia.

Indústria

Durante o auge da crise econômica de 2008 e 2009 a indústria foi fortemente abalada. Apesar da recuperação em 2010, a eficiência das pequenas e médias empresas industriais não voltou ao patamar de antes do caos econômico global.  A queda no volume exportado e a concorrência dos produtos importados foram os principais aspectos negativos que justificaram a queda da eficiência delas em 2009. Em 2010, a dificuldade em elevar os preços permaneceu com o crescimento das importações e o setor continuou  dependendo do mercado interno para se recuperar, já que a reabilitação do mercado mundial está sendo lenta. São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal foram os que apresentaram maior participação de empresas PMEs industriais eficientes.

Metodologia do indicador

Para a elaboração do indicador foram usadas informações contábeis  - extraídas da base de dados da Serasa Experian -  de empresas brasileiras com faturamento líquido anual inferior a R$ 50 milhões. Já  para a construção do  indicador, a Serasa utilizou uma metodologia capaz de traçar a eficiência formada pela conexão das empresas com os melhores desempenhos. Assim, as que se situam na fronteira de eficiência possuem valor 100. Para todas as demais companhias que estão abaixo deste nível são computados valores inferiores a 100 — cada vez menores à medida que a distância entre as fronteiras se amplia.

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