Educação voltada para o mercado

Educação voltada para o mercado

Cursos em instituições de ensino ligadas a setores da economia são preferência

O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2017 | 06h00

Instituições de educação consolidadas com opções de cursos gratuitos e ligadas a setores da economia são a preferência do empresário que investe na formação dos funcionários. A razão é que serviços em si são o principal critério de escolha nesta categoria, para 64% dos entrevistados. Entre os 35% que priorizam o atendimento, mais da metade (56%) valoriza a expertise. Fundado há 71 anos, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) obteve o melhor índice: 87. “A imagem consolidada passa seriedade e gera esse reconhecimento”, diz Gilberto Garcia, gerente de operações do Senac São Paulo.

Em seguida, com 85, ficou o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). “Existimos para atender o empresário, ou seja, quem tem CNPJ, mas temos cursos abertos para CPF. É um sinal de que as pessoas da empresa estão participando em conjunto dos nossos serviços”, avalia Heloisa Menezes, diretora técnica do Sebrae.

Senac lidera com foco em comércio e serviço

Com foco em serviço e comércio ajuda a explicar o primeiro lugar do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) no ranking de satisfação de Escola para Funcionários. Esses setores concentram boa parte das pequenas e médias empresas do Brasil. Dados da Receita Federal de junho apontam que, das empresas que optaram pelo Simples Nacional (regime tributário voltado para esse público), 40% atuam no comércio, e 38%, em serviço.

Para Gilberto Garcia, gerente de operações do Senac São Paulo, a capilaridade da instituição e a abrangência dos cursos contribuem para a boa avaliação. O Senac atende 2.263 municípios no País. Em 2016, houve 1,2 milhão de matrículas em cursos que vão de workshop a pós-graduação e educação a distância. 

“O Senac é um lugar onde as pessoas sabem que encontrarão cursos atualizados, seja para se reciclarem na sua área, ganharem uma promoção ou até mudarem de área.” Entre os cursos mais procurados em São Paulo estão Excel, auxiliar de escritório, auxiliar administrativo e técnicas de liderança.

Opções de vários cursos gratuitos

Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) – respectivamente, segundo e terceiro lugar em satisfação nesta categoria – apostam na união entre qualidade e gratuidade. Entre cursos e oficinas, o Sebrae tem 159 modalidades presenciais e 150 soluções educacionais a distância (como minicursos e jogos), todas grátis. “Principalmente neste momento de restrição financeira, cursos gratuitos e de qualidade fazem diferença”, diz Heloisa Menezes, diretora técnica do Sebrae.

O foco do Sebrae é o empresário, mas alguns cursos podem ser interessantes para funcionários, como de estratégia de vendas e atendimento ao cliente. “Muitas vezes, o empregado tem de fazer de tudo na pequena empresa. Quando chama esse funcionário para o curso, o dono está buscando a formação de competências na sua equipe para compartilhar atribuições e decisões.”

O Senai tem 389 cursos nas modalidades qualificação profissional, técnico de nível médio e superior. Hoje, 70% dessa grade é gratuita, segundo Rafael Lucchesi, diretor-geral do Senai. No Brasil, são 555 unidades fixas e 442 móveis do Senai.

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