Diego Perez (esq.) e Fábio Silva, donos da Start Me Up
Diego Perez (esq.) e Fábio Silva, donos da Start Me Up

Economia colaborativa já aponta para turismo, logística e até mercado de capitais

Empresas do setor apontam modelos de negócios para áreas consolidadas da economia tradicional

Renato Jakitas,

28 de outubro de 2015 | 07h03

Seja no âmbito legal ou da concorrência agressiva com setores tradicionais, a polêmica envolvendo as plataformas de compartilhamento vai crescer daqui para a frente. No Brasil, e principalmente no exterior, multiplicam-se zonas cinzentas onde esses serviços atuam de maneira promissora, embora algumas vezes sem contar com uma legislação específica.

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Nos Estados Unidos e na Europa, o Airbnb, startup norte-americana especializada em mediar a locação de imóveis particulares para turistas e homens de negócios, testa uma versão mais ambiciosa de sua plataforma e que, segundo Samuel Soares, chefe de marketing da empresa, “pretende cuidar da vida do viajante no momento em que ele sai de sua casa até a hora em que ele retorna do destino.”

O programa está em fase beta em São Francisco e na França. “A gente está testando com alguns convidados. Eu mesmo fiz uma viagem para a França onde fui recebido por uma hostess contratada no Airbnb e fiz um passeio de barco com o dono da embarcação, que me apresentou os pontos turísticos da região”, conta o executivo.

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Também nos Estados Unidos, outra gigante virtual, a Amazon, começa a testar um serviço de entrega colaborativa que, ao ganhar escala, pode driblar os custos de logística, tidos como o maior desafio para o comércio eletrônico. Batizado de Amazon Flex, a empresa paga até US$ 25 por hora para que os próprios clientes entreguem, em suas horas vagas, as compras de outros consumidores do site. O serviço foi lançado no fim de setembro nos EUA e, por enquanto, funciona apenas em Seattle. A empresa não fala sobre os planos de expansão.

Aqui no Brasil já há um serviço semelhante, pelo menos no que tange a entrega de encomendas de maneira compartilhada: a Shippify, de Belo Horizonte. Os fundadores, um grupo de chilenos atraído para o Brasil por conta de um programa público de incentivo à startups, o Seed, aportaram R$ 50 mil no negócio. A ideia é que qualquer pessoa dotada de uma meio de transporte, de bicicleta a caminhão, possa fazer as entregas nas proximidades de sua casa. Os valores envolvidos variam de R$ 8 a R$ 16.

Uma outra aposta considerada promissora pelo setor é o financiamento coletivo para viabilizar novas empresas, o equity crowdfunding. Respaldado por um item que consta da instrução 400 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e que regulamenta a oferta pública de ações de empresas, o novo expediente nada mais é do que a comercialização de participações de startups de potencial por meio da internet. 

Em tese, o modelo tem sido encarado como uma alternativa à captação de recursos em um País onde a oferta pública de ações não é viável para pequenas empresas, apesar das tentativas da BM&FBovespa em popularizar esse mecanismo. 

O primeiro negócio do ramo aqui no Brasil é o Broota, lançado no ano passado por Frederico Rizzo (foto abaixo). Ele fez uma primeira captação em junho para iniciar a operação e levantou R$ 200 mil em 30 dias de campanha com 30 investidores. De lá para cá, a startup já fez 13 captações e movimentou cerca de R$ 3 milhões.

Nó último mês, a Start Me Up, outra empresa do tipo, foi lançada. A ideia é trabalhar cotas mínimas de investimento de R$ 100. “A demanda é grande. A gente almeja até o fim do ano ter três ofertas. E já temos seis empresas com contratos de intenção assinados”, diz Diego Perez, sócio do novo negócio.

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