Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

É preciso ser diferente para conquistar espaço no mercado da boa forma, afirmam empreendedores

11ª edição do Encontro Estadão PME acontece nesta quinta-feira no Shopping Bourbon, em São Paulo

Estadão PME,

11 de dezembro de 2014 | 13h04

Os negócios que giram em torno da boa forma vivem um surto de procura e, como consequência direta, de inovação. E criar para se diferenciar, aqui, é fundamental. Isso porque ao passo em que reserva oportunidades, o número de empresários dispostos a investir no ramo cresce rapidamente, tornando a investida empreendedora cada vez mais competitiva.

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Na manhã desta quinta-feira, 11, o Estadão PME reúne um grupo de empresários do ramo para discutir os rumos e as suas oportunidades para novos e já experimentados empreendedores. O evento acontece no Espaço Itaú de Cinema, que funciona dentro do Shopping Bourbon, em São Paulo.

Na primeiro parte do Encontro Estadão PME, já em sua 11ª edição, os empresários Tito Caloi e Luiz Pina, que faturam com a crescente busca por bicicletas, contaram suas trajetórias e ofereceram à plateia dicas para se consolidar no ramo.

"As perspectivas são muito boas. A estrutura criada para o uso urbano das bicicletas é irreversível e permite um uso cada vez mais seguro", disse Tito, que tem uma pequena marca de bikes em São Paulo.

"O mercado deve crescer bastante. Antes, a bicicleta era um instrumento de diversão. Hoje é trabalho. Para nós, o crescimento, em 2014, foi de 30%", conta Pina, que investe para ganhar competitividade. "No início do nosso trabalho de aluguel de bikes, demorávamos de 6 a 10 minutos para atender uma pessoa. Hoje, levamos 1 minuto e meio para atender uma família. São cerca de 7 mil aluguéis em um dia de sol no parque", contou.

Já o segundo módulo reuniu empresários que empregam a tecnológica à serviço do bem-estar. Eudes Nery Júnior, da Wiki4fit, uma plataforma colaborativa para o ramo, contou que inspirou numa ação de supermercado para iniciar o empreendimento. A ação em si foi a encampada pela rede Tesco há alguns anos. O supermercado colocou displays em estações de metrô na Coréia do Sul com QR codes. Os usuários que passavam pelo local compravam pelo smartphone.

Ele transportou essa ideia para o mundo das academias. Eudes Nery começou colocando QR Codes nos equipamentos para que os alunos soubessem como fazer os exercícios. "Aqui no Brasil a gente não vê muita inovação, tem muita cópia. Até quando as pessoas perguntam quem inventou o negócio e a gente fala que fomos nós, isso gera um estranhamento", disse.

Na mesma linha vai o suíço, Immo Oliver, sócio da Carenet, que desenvolveu um acessório que captura informações e monitora o desempenho esportivos do usuário. "O Brasil é um bom laboratório para experimentar coisas novas", destaca.

Funcional. Materna Fit e Crossfit Brasil são exemplos de empresas que atuam em mercados de nicho e que, por isso, apostaram no atendimento customizado para crescer. A estratégia permitiu que ambas companhias aumentassem o número de clientes e, devido ao atendimento personalizado, recusassem propostas de franquias por acreditarem que a expansão em rede faz com que o atendimento perca a principal característica.

"Para conquistar o cliente a especialização é muito importante no nosso ramo de negócio. Meu público depende da minha atualização constante. O mais importante é olhar para a pessoa como um indivíduo, não como um grupo homogêneo e estático", diz Juliana Calheiros, fundadora da Materna Fit.

"O trabalho diferenciado é o que cativa o cliente, o contato direto e constante. Essa é a nossa grande diferença para as a academias tradicionais. É o nosso fator de crescimento. Franquia, no meu caso, é um modelo que faz com que a empresa perca o contato com o cliente", diz Joel Fridman, coordenador técnico da Crossfit Brasil.

Sucesso. Para os empreendedores que participaram do último bloco do evento, Paulo Akiau e Edgard Corona, respectivamente donos, entre outras, da marca Body Systems e Bio Ritmo, a busca pela inovação deve, sim, permear as ações das iniciativas no setor. Sem se esquecer da agilidade em implementar mudanças.

"Nesse mundo de hoje, que falha, falha rápido, para corrigir rápido e logo implementar mudanças", desta Corona, que está  a frente de uma das maiores redes de academia do Brasil.

"É preciso focar o negócio em atender um problema dos outros e conhecer muito bem quem é seus público", observa Akaiu, que toca há mais de um década um negócio de sucesso que licencia aulas coletivas em academias.

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