Presidente do Sebrae, Luiz Barretto
Presidente do Sebrae, Luiz Barretto

É preciso ser ainda mais rigoroso com a empresa, recomenda presidente do Sebrae Nacional

Luiz Barretto respondeu perguntas sobre o momento da economia no cotidiano do pequeno empreendedor

ESTADÃO PME,

19 de agosto de 2015 | 07h10

O presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, falou ao Estadão PME sobre a influência da retração da economia na vida do pequeno e médio empresário brasileiro. Ele aponta que, apesar da atenção que o momento demanda, 700 mil negócios foram abertos no primeiro semestre deste ano. 

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O 1º semestre de 2015 registrou a maior retração no varejo desde 2003. O que isso sinaliza para as PMEs brasileiras?

Não há dúvida de que o cenário macroeconômico está afetando as pequenas empresas porque esse segmento não é uma ilha. A retração do consumo está forçando os empresários a qualificar sua gestão para superar as adversidades. Por isso, é fundamental reduzir custos, fidelizar os clientes, controlar melhor o fluxo de caixa, buscar novos mercados, diferenciar-se da concorrência e renegociar preço e prazo com fornecedores. É preciso ser ainda mais rigoroso com a administração da empresa.

As PMEs são afetadas por variáveis (dólar, inflação, juros) instáveis? Por quê?

Apesar de não estarem imunes às dificuldades, as pequenas empresas são, normalmente, mais resistentes aos períodos de ajustes na economia. Isso explica o fato de serem os pequenos negócios, tradicionalmente, os principais responsáveis pela manutenção do emprego nesses momentos. Os números acumulados até junho deste ano mostram que, enquanto as médias e grandes empresas registraram uma perda de 475 mil vagas de empregos, as pequenas apresentam saldo positivo de 116 mil empregos gerados. As altas do dólar e da inflação, apesar de gerarem aumento no custo de insumos, tendem a contribuir, por exemplo, com o aumento das receitas em alguns segmentos que enfrentam diretamente a concorrência com produtos importados, como a pequena indústria. 

Quais são as perspectivas para o pequeno e médio empresário em 2016?

Provavelmente será um ano ainda de ajustes na economia, mas com melhorias em relação a 2015. O importante é que os donos de pequenos negócios aproveitem este ano e o próximo para melhorar sua gestão, qualificar seus empregados e buscar se diferenciar dos concorrentes.

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