Felipe Rau/estadão
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"É preciso se deslocar da crise", diz fundador da Ri Happy

Para Ricardo Sayon, confiança do empresário é fundamental

Gisele Tamamar, Estadão PME,

03 de novembro de 2014 | 07h04

Ricardo Sayon começou a escrever uma trajetória empreendedora em 1988, quando fundou com a esposa e um sócio a Ri Happy, rede de lojas de brinquedos vendida em 2012 para o fundo de private equity Carlyle.

De lá para cá, o médico pediatra que trocou o consultório pelo varejo enfrentou superinflação, planos econômicos e algumas crises internacionais. Problemas que, em sua opinião, ofereceram munição para enfrentar momentos de conjuntura financeira menos favoráveis, como o atual. “A empresa tem que se deslocar um pouco da crise”, diz ele, para quem a confiança do empresário já é a metade do caminho andado. “Se você achar que vai criar alguma coisa que não agrega valor nenhum, não crie. Primeiro você tem que vender a empresa para você”, afirma Sayon, que participou do Encontro PME. Confira os principais trechos.

Começo

Sayon conta que deu relevância à empresa ao investir no atendimento dentro das lojas. Mas o início não foi tão fácil. A Ri Happy foi criada quando ele não queria mais alugar um imóvel que causou aborrecimentos devido a falência de um inquilino. “Falei para minha mulher: monta alguma coisa que nunca mais vou alugar essa loja”, lembra. Ela aceitou a sugestão e abriu uma de brinquedos batizada de Ri Happy. O Ri é de Ricardo, uma brincadeira para deixar o marido feliz.

Insistência

O problema é que a primeira loja dava prejuízo. Assim como a segunda, a terceira e a quarta. Depois de tentar vender e até dar as lojas, Sayon foi convencido por um diretor da fabricante de brinquedos Estrela a não só continuar, como investir mais no negócio. “Troquei um ganho espetacular (como médico) por um ganho zero (como empresário). Minha vida foi muito mais conduzida por acidentes do que por planejamento.”

Equipe

Sayon sempre teve uma preocupação especial com os funcionários. “O colaborador tem que se sentir dono. Primeiro é preciso satisfazer o cliente interno”, afirma. “É preciso ser ousado, mas com pé no chão. O crescimento tem que ser fisiológico, não hormonal”, acredita.

Rotina

Ao se tornar referência no segmento, Sayon resolveu vender o negócio em 2012. Com uma rotina de trabalho menos puxada agora, o envolvimento com os negócios continua. Hoje ele tem participação em shoppings, investe em imóveis comerciais, atua no ramo de estacionamento e não deixa de ficar atento a novas oportunidades. 

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