André Lessa/Estadão
André Lessa/Estadão

"É preciso gostar muito de gente", diz Robinson Shiba, fundador do delivery China in Box

Durante encontro com empreendedores, ele conta que relacionamento é a base para quem quer crescer

Renato Jakitas, Estadão PME,

29 de novembro de 2012 | 17h40

O sucesso do grupo TrendFoods, administrador de marcas como China in Box, Gendai, entre outras, deve-se muito ao fato de Robinson Shiba dar atenção ao conselho do pai, que sempre exaltou o empreendedorismo como forma de garantir a sobrevivência da família.

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Formado em odontologia – assim como o filho –, o pai de Shiba mantinha em São Paulo uma loja especializada em vender materiais para construção.

Durante muito tempo, o negócio foi administrado paralelamente à clínica da família na zona sul da capital – mais tarde, o empreendimento seria vendido para uma grande rede varejista.

“Meu pai sempre dizia que ter um segundo negócio é um seguro. Ainda mais para o dentista. Se acontecer de machucarmos a mão, a gente para de trabalhar e, com isso, não temos receita. O dentista tem de ter outra fonte de rendimento”, lembra o empresário.

O ‘seguro’ de Shiba foi no setor de alimentação e ele compriu a contento a lição doméstica. Afinal, seus negócios faturaram R$ 239,8 milhões no ano passado. “Acabou que não deu para conciliar a carreira de dentista, como meu pai. Fiquei com os negócios”, diz Shiba.

O empresário participou do Encontro PME com pequenos empresários. Confira agora os principais trechos.

 

Relacionamento. O grupo TrendFoods é formado por 234 unidades da marca China in Box, Gendai, Brevità e Owan. Questionado sobre o sucesso do negócio, Shiba destacou o relacionamento com os franqueados como ponto de destaque. “Eu gosto de gente”, diz ele. “Faço reunião com a rede pelo menos quatro vezes por ano. Meu celular todo mundo tem o número e pode me ligar no final de semana ou feriado. Quando o franqueador parar de atender seu franqueado, ele não pode mais estar à frente do negócio. Tem de virar presidente do conselho, fazer alguma outra coisa”, afirma o empreendedor de êxito.

Shiba também foi questionado sobre o baixo índice de desligamento de franqueados da rede (5% ao ano). “O negócio tem de ser bom. Se ele ganhar dinheiro, pagar a escola do filho, comprar apartamento, montar a segunda loja, não vai sair.”    

Erros. O empresário explicou ainda que não prevê novos aportes em duas marcas administradas pela TrendFoods: Brevità, de culinária italiana, e Owan, voltada à cozinha oriental. Resultados financeiros abaixo do esperado motivaram a decisão. “Não é a primeira vez que isso acontece. Cheguei a ter 13 negócios simultâneos. Hoje são basicamente dois. Então, errei em onze. Tentaria de novo? Sim, em todos eles. Eu erro por fazer.”  

 

Mídias Sociais. O investimento em marketing e publicidade sempre foi visto pelo fundador do China in Box como um dos pilares para a expansão do grupo. No início da operação, quando Shiba trabalhou por dois anos apenas com lojas próprias, 25% do faturamento era revertido para ações de comunicação. Hoje, 7% do dinheiro vai para campanhas de divulgação.

A novidade nesse processo, conta ele, é o interesse da empresa nas mídias sociais, que começam a pautar, inclusive, o lançamentos de produtos.

“Temos uma agência que monitora as redes social e isso alimenta muito o nosso departamento de marketing. É uma coisa em que todo mundo tem de investir. É barato e certo. A cada ano cresce a parcela destina às redes sociais do dinheiro reservado para o marketing. Com R$ 1 mil você hoje faz (redes sociais)”, concluiu.

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