Epitacio Pessoa/AE
Epitacio Pessoa/AE

É possível empreender no mercado da música, mas é preciso saber inovar

Estadão PME reuniu algumas boas ideias no segmento

Estadão PME,

14 de setembro de 2013 | 11h10

Empreendedores que olham para o segmento de música podem encontrar oportunidades para inovar e oferecer produtos ou serviços diferenciados para os consumidores.

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Quem fez isso foi o professor José Carlos Armelin, engenheiro, músico e cicloativista. Ele gosta de dedicar-se às suas invenções nas horas vagas. E foi assim que ele criou um pequeno gerador que, acoplado à bicicleta, é capaz de gerar energia para os instrumentos, amplificadores e caixas acústicas de uma banda com quatro músicos.

"Eu chamo de pedal sustentável, fiz há uns cinco anos e agora lancei uma versão comercializável", conta. "Ele é capaz de gerar 150 watts após uma hora de pedalada a uns 20 quilômetros por hora", completa. Lançado para os consumidores no final do primeiro semestre, o conjunto de gerador e suporte para a bicicleta (ele funciona com a bike estática, como uma bicicleta ergométrica) é comercializado por R$ 1,8 mil.

Outro destaque no campo das invenções é a tecnologia que permite para empresas criarem instrumentos musicais a partir do smartphone. O Artiphon Instrument 1, inclusive, se parece com uma guitarra ou violão. A novidade permite que o usuário acople um smartphone ao produto e, por conta disso, garante ao consumidor o prazer de tocar seu instrumento musical preferido - pode ser guitarra, mas também violino e até reproduzir eletronicamente o som de uma bateria. De acordo com seus desenvolvedores, o produto pode ser usado até por compositores. O problema é o preço: US$ 799. 

Outro nicho explorado é o de fones de ouvido. Um deles promete propagar o som sem usar alto-falantes. O produto foi batizado de Sound Band. De acordo com os desenvolvedores do item, o fone de ouvido usa uma tecnologia chamada surface sound technology, que permite ao usuário manter-se conectado com o mundo mesmo ouvindo músicas ou fazendo uma ligação do smartphone.

Outra empresa, no Japão, criou um fone de ouvido que toca música de acordo com o humor da pessoa. A Neurowear desenvolveu um equipamento que promete captar as ondas cerebrais do usuário e com essa informação fazer uma seleção musical que combine com o humor da pessoa.

Isso é possível, segundo a empresa, por meio de um sistema chamado EEG, capaz de captar as atividades neurológicas do usuário. Para funcionar, a informação precisa ser transmitida para o aplicativo do produto. 

Escola. Agora, quem procura um serviço especializado para aprender música tem uma opção especializada em rock. A rede de escolas de música norte-americana School of Rock inaugurou em agosto a segunda unidade no País, dessa vez em Moema, São Paulo. A primeira escola foi aberta em São Caetano do Sul, na região do ABC, em novembro do ano passado.

O CEO da marca nos Estados Unidos, Chris Catalan, afirmou ao Estadão PME que a inauguração não é um fato isolado e a escola tem planos de ampliar sua presença no País. "Neste exato momento, não temos o número de escolas no Brasil, mas estamos confiantes que a região pode receber múltiplas escolas", disse. "Nos sentimos particularmente bem quanto aos nossos parceiros no Brasil e a capacidade que eles têm para inspirar", afirma.

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