Dólar sobe 0,63% com preocupação sobre crescimento dos EUA

Moeda norte-americana fechou a R$ 1,56 para venda nesta segunda-feira (1)

Estadão.com.br,

01 de agosto de 2011 | 17h15

O dólar subiu ante o real nesta segunda-feira, acompanhando a reação do mercado global a dados piores do que o esperado nos Estados Unidos. A moeda norte-americana avançou 0,63 por cento, a 1,5607 real para venda, após ter sido cotado abaixo de 1,55 real no começo da manhã. Em relação a uma cesta com as principais divisas, o dólar subia 0,54 por cento às 17h.

"O mercado começou com o real se valorizando, com otimismo prevalecendo sobre a possibilidade de um acordo entre democratas e republicanos sobre a dívida Nnorte-americana. Mas depois... aumentaram as preocupações sobre a sustentabilidade da recuperação econômica", disse economista-chefe da CM Capital Markets, Luciano Rostagno.

O índice da atividade manufatureira norte-americana, medido pelo Instituto para Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês), caiu de 55,3 em junho para 50,9 no mês passado, o menor nível desde julho de 2009. Economistas esperavam uma leitura de 54,9, sendo que qualquer número abaixo de 50 indica contração.

A economia norte-americana ficou praticamente estagnada no primeiro semestre e a partir do meio do ano já não conta com a ajuda do programa de estímulo monetário do Federal Reserve, o "quantitative easing", o que reacende nos investidores o temor de uma recaída na recessão.

Mais cedo, prevalecia o otimismo com o acordo no Congresso norte-americano para a elevação da dívida do país. O texto ainda não foi votado, mas a expectativa dos parlamentares é de que isso ocorra a tempo de evitar um calote.

No Brasil, o mercado abriu o mês ainda com a liquidez prejudicada pelas medidas do governo sobre derivativos cambiais na semana passada, apontou o economista-chefe da corretora BGC Liquidez, Alfredo Barbutti. " O governo está tendo sucesso dentro do objetivo dele. Ele está travando o mercado", disse.

O governo determinou na semana passada um imposto de 1 por cento sobre operações com derivativos cambiais que resultem em um aumento da posição vendida em dólar. A intenção é frear a queda do dólar e proteger as exportações brasileiras. Os estrangeiros, principal alvo do novo imposto, reduziram as posições vendidas em dólar de 22,9 bilhões de dólares na terça-feira a 20,6 bilhões de dólares na sexta.

A taxa Ptax, calculada pelo Banco Central e referência para contratos futuros e outros derivativos, fechou em leve queda de 0,08 por cento, a 1,5551 real para venda.

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