Dólar fecha o dia com queda de 0,73%, mas encerra semana em alta de 2,77%

A moeda ficou cotada em R$ 1,780. No mês, a queda acumulada já é de 5,32%

Silvana Rocha, da Agência Estado,

21 de outubro de 2011 | 18h21

O dólar fechou a sexta-feira (21) em queda de 0,73%, para R$ 1,780 no balcão, após subir 1,82% nas duas sessões anteriores. A mínima registrada por volta do meio-dia foi de R$ 1,7670 (-1,45%). Na semana, porém, a moeda apurou ganho de 2,77%.

Em outubro, a queda acumulada é de 5,32%. No ano, a valorização é de 6,97% em relação ao real. Na BM&F, o dólar pronto terminou com recuo de 0,47%, a R$ 1,7765. O giro financeiro à vista às 16h42 somava cerca de US$

1,642 bilhão (US$ 1,572 bilhão em D+2), de acordo com a clearing de câmbio da BM&F.

Segundo operadores de câmbio, o comportamento volátil do dólar novembro de 2011 já pode estar refletindo um certo arrefecimento do entusiasmo inicial dos investidores com as notícias sobre as negociações europeias. Isso porque noticiou-se à tarde que o comitê de orçamento do parlamento da Alemanha aprovou uma resolução para impedir a chanceler do país, Angela Merkel, de aceitar qualquer acordo que transforme a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF) num banco capaz de tomar empréstimos do Banco Central Europeu (BCE).

Em Nova York, às 16h36, o euro valia US$ 1,3849, de US$ 1,3780 no fim da tarde de ontem. O dólar recuava a 73,13 ienes, de 76,81 ienes ontem. O dólar Index caía para 76,479, de 76,936 ontem.

As declarações sobre fluxo de investimentos feitas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, após participar de aula inaugural do curso de pós-graduação da Faculdade de Campinas (Facamp), não fizeram preço no mercado de câmbio. Mantega reafirmou que o País está preparado para enfrentar um aprofundamento da crise, já que dispõe de "algo que falta no resto do mundo, demanda". Por conta disso, "o País tomou algumas medidas e continuará tomando medidas", afirmou.

"Sem medidas no câmbio, o dólar estaria abaixo de R$ 1,30." O ministro também repetiu que o mundo passa por uma guerra cambial, o que ajuda na manipulação do comércio.

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