Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Diferente, slackline já tem mercado e conta com a atuação de pequenos empreendedores

Investimento para começar uma empresa no setor não é alto e o retorno financeiro começa a compensar

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

18 de dezembro de 2013 | 06h48

O desafio de se equilibrar em cima de uma fita tem atraído muitos interessados no slackline. A prática começou nos campos de escalada na década de 1980 e hoje ganhou praias, parques e praças do mundo todo. No Brasil não é diferente. O País tem atletas de destaque e empreendedores que enxergaram potencial para lucrar.

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O empresário Allan Pinheiro começou a dar os primeiros passos na fita em 2009. Interessado em conhecer mais sobre uma das principais marcas do mercado, a alemã Gibbon, ele resolveu participar da Adventure Sports Fair em 2010. Saiu de lá com uma parceria e abriu a empresa Katrax para representar a marca no País.

De acordo com Pinheiro, o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking da marca e ele espera fechar o ano com a venda de 10 mil a 15 mil fitas. “Existe o desafio de se equilibrar na fita, que exige concentração. E tem a parte social. É uma prática que integra as pessoas”, diz Pinheiro.

Quem pretende investir no setor precisa saber que a prática pode ser dividida em seis principais modalidades: trickline (manobras sobre a fita), highline (praticado em grandes alturas), longline (grandes distâncias), waterline (sobre a água), yogaline (posições de yoga sobre a fita) e rodeoline (fita esticada sem aplicar tensão).

O publicitário Pietro Pereira Barreto, de Minas Gerais, escolheu a primeira modalidade para focar os produtos da sua marca lançada em outubro, a Atomic Slakcline, com investimento inicial de R$ 10 mil. Ele também é dono do site Universo Slackline, que se denomina como a primeira loja especializada no produto aqui no Brasil.

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No ar desde outubro de 2012, Barreto resolveu investir na plataforma porque enxergou uma oportunidade diante do crescimento do esporte. “O público iniciante nem sempre tem a informação de qual equipamento comprar. Estamos sempre pesquisando novos produtos e damos orientações por meios das redes sociais”, conta.

A Dragon Slakclines, de São Paulo, é comandada pelos sócios Rogério Tozzi, Luciana Pereira e Bruno D’Angelo. Os empresários vendem os kits para a prática e também enxergaram uma oportunidade de oferecer serviços, como a realização de eventos em empresas. O investimento inicial para a abertura da empresa, no ano passado, foi pequeno: R$ 5 mil.

Atualmente, o faturamento médio mensal é de R$ 8 mil, mas a expectativa é crescer com o plano de investir em revendas e a parceria recente firmada com duas grandes lojas de comércio eletrônico. De 20 fitas por mês, os pedidos saltaram para 100.

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