André Lessa/Estadão
André Lessa/Estadão

Dicas para sua empresa crescer: cair e levantar não é apenas clichê, é quase uma necessidade

Empresários da Amazon Beer, Safety Wall e Tecnoblu falam sobre os caminhos para conquistar o mercado

ESTADÃO PME,

20 de janeiro de 2013 | 12h10

O que é preciso para crescer e ganhar espaço no mercado? Nada melhor que ouvir a resposta de pequenos empresários que já passaram por esse caminho, mas não se acomodaram. Para ajudar com dicas para quem pretende empreender, o Estadão PME reuniu conselhos do diretor da cervejaria Amazon Beer, Arlindo Guimarães; do sócio da empresa de blindagem arquitetônica Safety Wall, Felipe Masetti, e do diretor da Tecnoblu, Cristiano Buerger.

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A Amazon Beer deu início à produção de cerveja artesanal em 2000. Na época, a capacidade de produção era de 11 mil litros/mês. Atualmente, a capacidade está em 100 mil litros/mês, com a meta de atingir 140 mil em até três meses. A empresa também começou a exportar para a Inglaterra e prepara a comercialização da bebida na China, Austrália e Japão. Para Guimarães, ter um produto de qualidade e saber trabalhar o conceito da marca são importantes para o crescimento da empresa.

"A cervejaria é identificada com a Floresta Amazônica, mas não é só o nome, o produto é inspirado na matéria-prima que a floresta oferece. O segmento vem crescendo e estamos surfando nessa onda", conta o empresário. Entre os sabores da cerveja, estão açaí e priprioca, uma raiz típica da região.

Já Cristiano Buerger, da empresa Tecnoblu, apontou que o empreendedor precisa adorar o que faz, adorar seus clientes, mercado e colaboradores. "É preciso fazer com prazer, ser o maior vendedor do seu sonho. O empreendedor precisa acreditar em si próprio, no produto, no seu mercado e no Brasil", afirma.

Além disso, Buerger não deixa de citar o desenvolvimento de um produto ou serviço inovador e fazer com que o mercado perceba essa inovação. "A empresa precisa ter um profissional apaixonado e decidido a escutar o mercado, de verdade", finaliza.

Conselhos. Felipe Masetti, da Safety Wall, afirma que não existe fórmula pronta, mas ele destacou alguns pontos importantes. O primeiro fator é o senso de oportunidade para inovação.

"Qualquer que seja o negócio, chega uma hora em que aparece uma demanda por algo diferente, que chama a atenção por ser melhor do que aquilo que vem sendo feito. Essa sempre foi e sempre será a alavanca do progresso humano. Estas demandas quase sempre têm um potencial comercial que pode ser explorado", relata Masetti. Em seu caso, ele identificou uma alta procura por produtos de proteção arquitetônica contra a escalada da violência.

O segundo ponto é o senso de realidade. Para quem está no início da jornada empreendedora, Masetti pontua que é muito importante saber que será preciso lidar com pouco apoio, muita burocracia (que atrasa o desenvolvimento e onera a administração), pouca proteção à propriedade intelectual e alta carga tributária que pode inviabilizar um negócio.

O terceiro ponto é aprender com os erros. "Cair e levantar de novo não é apenas um clichê, é quase uma necessidade! Estar ciente de que cometerá erros e estar preparado para corrigi-los o mais rápido possível pode significar muito", diz Masetti.

O empresário lembra que ele teve um insucesso em uma iniciativa na área de construção civil. "Isso me alertou sobre a importância da prudência quanto a armadilhas e mudanças de cenários, que podem transformar sucesso em fracasso em muito pouco tempo. Essa experiência negativa foi de muita valia para o sucesso atual de meu negócio", destaca.

Já o quarto ponto é: aliar-se aos grandes. Masetti cita uma frase de Isaac Newton: "se enxerguei mais longe é porque estive de pé sobre os ombros dos grandes". De acordo com o empresário, obtendo credibilidade, a empresa passa a contar com fornecedores qualificados e de porte, o que lhe permitirá pular etapas em sua evolução.

"Troca de informações sobre o nicho em que atua, suporte técnico no desenvolvimento de tecnologia, segurança de fornecimento, previsibilidade de custos de insumos e parcerias promocionais ou mercadológicas podem significar um grande salto em relação à concorrência", completa. 

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