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Dicas para criar um negócio de impacto social: sonhe grande e não tenha medo do futuro

Recomendações da Artemisia para quem tem dúvidas sobre como começar sua trajetória empreendedora

Estadão PME,

12 de dezembro de 2014 | 15h46

Não existe uma fórmula de sucesso para criar um negócio de impacto social, mas a equipe do programa Aceleradora, da Artemisia, detectou três fatores que são determinantes para o sucesso de um negócio que oferece soluções escaláveis para problemas sociais da população de baixa renda.

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1 - Não seja um herói solitário. Tenha as pessoas certas ao seu lado

Os problemas que um empreendedor vai enfrentar são complexos e ter uma equipe altamente comprometida é fundamental para vencê-los. O empreendedor precisa se unir às pessoas certas para que o negócio dê certo. Isso significa buscar pessoas experientes e capacitadas; profissionais que tenham habilidades em gestão, que possam tornar uma ideia criativa e socialmente útil em algo real e lucrativo. Quanto mais competências diferentes estiverem na base do negócio, quanto mais gente boa fizer parte da startup, mais chances o negócio terá de dar certo – consequentemente, de ter credibilidade para receber investimentos.

2 - Busque clientes, não investidores

Dificilmente um investidor se arriscará em um negócio que não tenha alguns resultados já comprovados, mesmo quando essa startup demonstra inúmeras vantagens sociais. Por isso, iniciar um negócio de impacto social significa começar a agir sem contar com muitos recursos, mas buscando resultados. É necessário pensar em estratégias alternativas para gerar receita de maneira que se consiga colocar a ideia em prática, mesmo que de forma tímida.

Adaptar seu negócio de B2C para B2B é uma boa opção nesse contexto. Em vez de vender o produto diretamente para o consumidor, ele passa a ser vendido para uma pessoa ou organização que, por sua vez, fará a entrega ao cliente final. Com o recurso financeiro obtido nessa estratégia é possível alavancar o empreendimento e começar a colher resultados demonstráveis, sem precisar investir na criação de uma marca, em marketing e em relações públicas.

Por outro lado, o B2B não garante muita visibilidade ao empreendimento e, por isso, serve mais como estratégia inicial para alavancar recursos, testar o modelo de negócio, descobrir os segmentos que mais respondem à oferta e começar a criar um público. Isso indicará que a ideia tem futuro e permitirá a criação de um plano de negócios muito mais sólido, apresentando aos investidores não apenas uma boa ideia, mas uma gestão competente, sustentabilidade financeira e escalabilidade.

3 - Sonhe grande. Mas prometa apenas o que pode cumprir

A ambição de um empreendedor, em se tratando de negócios de impacto social, é  acabar definitivamente com o problema de determinada área. Por exemplo, melhorar a educação do País. Ter essa ambição é ótimo, mas para preparar o pitch do negócio – e convencer investidores – é preciso ser extremamente realista. Supervalorizar o impacto social do próprio empreendimento, prometendo coisas que não serão alcançáveis, significa perder a credibilidade. Lembre-se que o maior ativo de um empreendedor é justamente sua credibilidade.

Ninguém leva a sério um negócio que prometa algo extraordinário se não tiver dados que comprovem que isso é possível. O melhor é identificar as necessidades do mercado, verificar o que já tem sido feito nessa área e apresentar uma solução viável de oferecer um serviço ou produto com alta qualidade e menor preço. Depois, com base na mensuração de resultados iniciais, comprometa-se apenas com o que certamente poderá ser feito, sem exageros.

:: Para quem está na dúvida entre ganhar dinheiro e mudar o mundo, a Artemisia também dá quatro dicas para construir uma carreira em negócios de impacto social. E afirma que dá para ficar com as duas coisas ::

1 - Não separe o profissional do pessoal

Encontre um trabalho com significado, que una a paixão ou indignação pessoal –   mudar a educação do Brasil, por exemplo – com o que você sabe fazer de melhor: como, hipoteticamente, trabalhar em marketing. Ou seja: você não precisa ser professor para mudar a educação no Brasil; você precisa unir a paixão/indignação pessoal ao talento/capacitação que possui. Os negócios de impacto social precisam de pessoas comprometidas com a causa, mas que tenham habilidades técnicas e profissionais iguais às encontradas no mercado tradicional.

2 - Lembre-se de que não há idade para fazer escolhas profissionais

A hora de mudar é agora! Não há idade para fazer escolhas profissionais. Independentemente da idade e do estágio no qual você se encontra profissionalmente, é preciso trabalhar desde já pela realização pessoal. Não espere até que a sua vida financeira esteja estabilizada – ou que a aposentadoria permita maior dedicação ao trabalho voluntário e à filantropia. É possível conciliar uma carreira de sucesso com um trabalho com propósito. Busque organizações que unem duas coisas: o propósito da organização e o que faz você se destacar no contexto profissional. Se você é bom em marketing, você não precisa mudar de área! Procure uma organização com a qual se identifique com a causa e que busque profissionais com o talento que você pode oferecer.

3 - Não tenha medo do futuro

Muitas pessoas deixam de seguir suas vocações e paixões por medo de arriscar algo novo. As garantias podem ser menores, as incertezas podem ser maiores que as recompensas imediatas – ainda assim há espaço para uma transição de carreira significativa. Se essas questões o preocupam, busque conversar com outros profissionais, reflita sobre as preferências e as condições de trabalho que uma nova vida poderá oferecer. Além disso, planeje gradualmente os passos da transição. Dessa forma, você evita surpresas, explora melhor as próprias habilidades e obtém maior segurança em relação à atividade futura.

4 - Avalie o risco de não seguir seus sonhos

Se render ao poder de altas posições hierárquicas e altos salários pode ser muito fácil, mas também extremamente prejudicial aos propósitos pessoais de vida. Muitas pessoas passam anos trabalhando em empregos satisfatórios, do ponto de vista material, mas que não as realizam como seres humanos – e que possuem pouco ou nenhum impacto social. Não deixar que isso ocorra com você é imprescindível para que o seu trabalho sirva a um propósito maior. Que tal começar agora? Reflita hoje mesmo sobre suas escolhas profissionais e comece já a dar mais propósito para a carreira.   

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