Rafael Arbex|Estadão
Rafael Arbex|Estadão

Desvios da rota certa antes da consolidação

Juliana Motter, da Maria Brigadeiro, e Diego Reedberg, do Catarse, compartilham histórias de seus negócios e possibilidades variadas para o empreendedor

Felipe Tringoni, especial para, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2017 | 06h30

Empreendedores de histórias bastante distintas estiveram reunidos em um dos módulos da Semana Pró-PME: Juliana Motter, criadora da Maria Brigadeiro, e Diego Reedberg, cofundador do Catarse. Em comum, além de bem sucedidas trajetórias nos negócios, ambos tiveram tropeços e passaram por adaptações em suas gestões.

Pioneira, a loja especializada no doce brasileiro fortaleceu sua marca com a criação da própria fábrica de chocolate. Mas a consolidação não veio sem desvios de rota. Após o "boom do brigadeiro gourmet" e a chegada de concorrentes a esse mercado de nicho, Juliana se viu obrigada a reinventar o negocio. "Meu movimento caiu e isso me fez repensar a questão da vocação", relembra a empresária, que tinha Maria Brigadeiro como apelido na infância.

 

:: Novos modelos para novos tempos ::

 

Para ela, o momento da virada foi a perda da exclusividade no uso de confeitos importados da Bélgica, quando o fabricante detectou uma demanda reprimida de mercado. "Aquilo foi um baque. Eu já me sentia fazendo mais do mesmo e comecei a pensar em como poderia tornar meu produto único de novo. Minha equipe sugeriu pesquisa de concorrência, mas resolvi subverter e olhamos para dentro." A Maria Brigadeiro passou, então, a investir na fabricação e na qualidade de seu próprio chocolate, além de confeitos selecionados.

Financiamento. Reedberg e o Catarse também tiveram de aprender a se sustentar na abertura de um novo mercado. "Procuramos por ideias que estavam sendo colocadas em prática pelo mundo e que ainda não haviam chegado ao Brasil. Foi aí que conhecemos o Kickstarter, plataforma dos Estados Unidos, e começamos a pensar em modelos de financiamento coletivo para o cenário brasileiro", conta o empreendedor, que viu o Catarse entrar com suas primeiras campanhas em 2011.

 

:: Salas temáticas aproximam teoria de prática nos negócios ::

 

Em 2015, com mais concorrentes no mercado, a plataforma não cresceu como esperado. "Nunca tivemos outra empresa, aprendemos durante o processo. Cometemos erros na gestão, contratamos muita gente. Mas corrigimos e soubemos aprimorar nosso modelo de negócio", afirma Reedberg. O período foi fundamental para a posição atual do Catarse. "Optamos por não receber investimentos e montar a empresa do nosso jeito. Não temos muita grana para marketing, mas temos liberdade para gerir da maneira que acreditamos."

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