Mônica Bento/AE
Mônica Bento/AE

Descubra na prática o tamanho do problema de cair no cheque especial

Financiamento é usado por muitos empresários que perdem o controle e confundem as finanças pessoais com as do negócio

ESTADÃO PME,

03 de março de 2012 | 10h55

 A maioria dos clientes - pequenos empresários ou não - reconhece que deve evitar o cheque especial a todo custo. Mas pouca gente sabe de que maneira calcular o tamanho do prejuízo se precisar recorrer a este tipo de financiamento de emergência. Para ajudá-los, o Estadão PME preparou uma ferramenta que faz a conta para vocês.

A linha de financiamento pode ser usada, por exemplo, pelo empresário que não fez a lição de casa, misturou as contas pessoais com as da empresa e agora precisa recorrer ao crédito do cheque especial para saldar algum comprimisso financeiro não previsto - pessoal ou do próprio empreendimento.

Solução ruim. Que é ainda pior hoje em dia. As taxas do cheque especial, em janeiro de 2012, estão mais caras em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com levantamento feito pela Anefac, entidade que reúne os executivos de finanças do País, o cheque especial tinha juros de 7,32% ao mês no início do ano passado. Agora, em janeiro de 2012, a taxa está em 8,34% ao mês.

Quer saber como isso impacta no seu bolso?

Vamos imaginar que você tenha ficado negativo, usado R$ 500 do cheque especial. Esse empréstimo foi pago em cinco dias, quando entrou um dinheiro no caixa do seu negócio e você voltou a ficar no azul. Se isso acontecesse em janeiro de 2011, o total de juros a ser pago seria de R$ 35,57. Se a mesma situação ocorresse agora, em janeiro de 2012, você teria de desembolsar R$ 40,37 para quitar os juros da mesma dívida e contraída pelo mesmo tempo (5 dias). Ou seja, hoje você paga R$ 4,80 a mais de juros (ou 13,49%).

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