Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Descubra como uma empresa familiar se modernizou e hoje fatura R$ 40 milhões

Empreendedor usou a intuição e seu senso de oportunidades para dar vida nova ao negócio mantido pelo pai em SP

Renato Jakitas, Estadão PME,

26 de junho de 2012 | 13h30

 Na base da intuição, do senso de oportunidades e com investimento de R$ 20 mil em 2003, uma dupla de empreendedores da zona norte de São Paulo transformou uma acanhada loja especializada em artigos eletrônicos em um negócio de venda pela internet considerado pioneiro. Resultado: o faturamento anual, que foi de R$ 600 mil, deve saltar para R$ 40 milhões em 2012.

Rubens Martins e seu filho, Rubens Branchini Martins, são os responsáveis pela Eletrônica Santana. A empresa surgiu no bairro homônimo da capital paulista, na década de 60, impulsionada pela então lucrativa demanda paulistana por componentes como diodos e circuitos integrados. Um negócio que, com o passar do tempo, entrou em decadência, principalmente a partir da década de 90, quando ficou mais fácil comprar um rádio novo em folha do que arrumá-lo.

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Nesse período, a empresa familiar observou sua pujança financeira reduzir-se pela metade – a loja desocupou 75% de seu espaço físico original, que foi alugado e reduziu também o número de funcionários de 70 pessoas para apenas sete.

“A gente estava no fundo do poço”, lembra Rubens Branchini Martins, que em 2003 estava com as malas prontas para a Europa, onde ele se lançaria em uma vida de viajante e, quem sabe, empreendedor internacional. “Eu já tinha montado alguns negócios no interior do estado e, quando pensava em viajar, meu pai pediu para dar uma ajuda na loja, que já não vendia componentes, tinha tornado-se um comércio de equipamentos eletrônicos. Pensei no e-commerce, que demandava um investimento menor”, recorda.

Sem conhecimento do comércio online, Martins procurou o Google, que acabara de abrir seu escritório no Brasil, leu o pouco que existia sobre o assunto e aplicou R$ 20 mil em uma incipiente plataforma de vendas virtuais.

Pai e filho surpreenderam-se com a resposta imediata dos clientes. “Começamos a receber pedidos do Brasil inteiro e encomendas de empresas como a Volkswagen. Eles queriam, principalmente, equipamentos de telefonia, que eram difíceis de encontrar entre os concorrentes, um tipo de produto que a gente priorizou desde o início”, lembra o empreendedor.

O relacionamento com fornecedores evoluiu para uma nova vertente nos negócios. A empresa passou a comercializar projetos e montar sistemas de telefonia, vídeo e áudio-conferência. Esse filão representa 55% dos dividendos da Eletrônica Santana.

O comércio virtual responde por outros 30% do faturamento. “A gente mantém a loja (física) que vende, além de artigos eletrônicos, produtos como cabos e conectores. Ela dá lucro, cerca de 10% dos resultados totais, mas é também um atestado de credibilidade. O cliente se sente mais confiante em comprar pela internet quando descobre que existimos fisicamente”, explica o empresário.

Futuro

O próximo passo da Eletrônica Santana será ampliar o negócio de provedor de áudio-conferência, que hoje responde por 5% do faturamento da empresa. A família que comanda o negócio também pretende injetar R$ 1 milhão em uma nova marca de e-commerce, voltada para o mercado corporativo.

“Hoje eu cuido apenas da parte financeira do negócio. O resto é com o meu filho. Mas fico feliz em ver que crescemos e, aos poucos, a empresa voltou a ocupar todo o prédio que precisei fracionar vinte anos atrás”, conta o Rubens pai, fundador do empreendimento.

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