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Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Descubra como estão as empresárias que decidiram investir nos badalados nail bars

Salões deixam de se dedicar exclusivamente a unhas e diversificam possibilidades

Vivian Codogno, O Estado de S. Paulo,

02 de março de 2015 | 06h50

Os "nail bar", conceito já disseminado em países da Europa e dos Estados Unidos, aterrisaram no Brasil há cerca de quatro anos. Em meados de 2012, salões que, além de oferecer esmaltação e embelezamento de mãos e pés contam com um balcões que oferecem drinks e petiscos típicos de botecos modernos, começaram a pipocar nas capitais.

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Depois da onda de consumo, Estadão PME consultou empresários que investiram no negócio para saber como anda o desempenho desse  serviço. Parte dos proprietários de nail bar deixou a exclusividade do cuidado com as unhas e incorporou outros serviços estéticos, como cabelo, depilação e design de sobrancelhas. A oferta de drinks e comidinhas não se mostrou muito lucrativa e hoje funciona essencialmente para proporcionar um ambiente diferenciado para as clientes.

É o caso do Entre Unhas e Outras, que tem seu layout todo inspirado em pubs ingleses e fica em uma área nobre de São Paulo. O negócio existe desde 2013 e a empresária Ana Claudia de Almeida Castro assumiu a administração há cerca de oito meses. “Oferecemos suco, água, chá e petiscos à vontade. As bebidas alcólicas são pagas, mas a saída é muito baixa. Pela proposta e o apelo do negócio, esperava que saísse bem mais. Não sei se as clientes se sentem intimidadas, ou com vergonha”, explica Ana Claudia.

A empresária ressalta que muitas clientes novas mal entendem o conceito de nail bar ao entrar no Entre Unhas e Outras. Por isso, decidiu se diferenciar e oferecer serviços ainda mais específicos, como o de secretária particular. Cada cliente pode delegar a uma funcionária do salão até duas tarefas pessoais, como marcar consultas médicas ou cancelar compromissos.

O nail bar Les Maries, em Campinas, também adotou estratégias de sobrevivência que vão além da unha, entre elas está promover eventos no salão, como chás de bebê e festas infantis. A frequência ainda é baixa, mas a empresária Patrícia Ferreira, proprietária do salão, se diz satisfeita com o movimento e com a procura pelos serviços. A unha segue sendo o carro-chefe do estabelecimento. “Hoje oferecemos, além da unha, depilação, podologia e design de sobrancelha. O movimento me surpreendeu muito, pois percebo que as pessoas não deixam de fazer a unha”, comemora.

O caminho encontrado por Fernanda Martins Monteiro, proprietária do Brigitte Nail Bar, foi mudar de endereço para conquistar uma clientela que dialogue com o conceito que está propondo desde 2013. A empresária garante que a região escolhida para atuação é determinante para o sucesso, pois os preços de um nail bar costumam ser mais altos.

O atendimento também mudou. De apenas esmaltação de unhas, o Brigitte oferece hoje design de sobrancelhas, massagem, cabelo. A oferta de comidas e bebidas está menor em relação ao ponto anterior, mas contunia presente. “As clientes foram pedindo ampliação, pois querem resolver tudo em um lugar só. Assim que a cliente entra no salão, deixo claro que ela é única. Conheço todas elas pelo nome, sei de suas demandas”, excplica Fernanda.

A redução do cardápio do nail bar alocado no Salão Bardot foi tanta que os drinks desapareceram. Há três anos o salão, que já oferecia outros serviços estéticos, mudou seu perfil para atender à nova demanda das clientes ficavam no local por muito tempo, levavam amigas. Mas, confome explica Marcos Furquim, nunca foi muito lucrativo.

“Com o tempo, as clientes perderam interesse na historinha completa, por isso nem cheguei a investir muito nisso. E sei de gente que investiu e se deu mal. Deve ser difícil fechar as contas só com as unhas. Eu aqui estou com todos os serviços de um salão e não vejo como um único pode ser lucrativo. Depois de um tempo, até tirei o nome nail bar”, explica.

Para a docente do curso de estética da Universidade Anhembi-Morumbi Silvia Zanata, ainda vale à pena investir neste tipo de negócio, mas desde que a mensagem do conceito seja passada para o cliente de forma clara. “As pessoas estão se adaptando por aqui, mas o mercado ainda está no auge. A explosão aumenta a concorrência, o que faz com que o empresário tenha que buscar seu diferencial, que deve estar na qualificação dos profissionais e na atualização constante em relação a tendências”, explica.

Silvia garante que dedicar o atendimento a um serviço exclusivo pode ser ainda mais difícil e exigir uma fidelização maior. “Esses espaços geralmente são focados em mulheres que não têm tempo e por isso devem resolver os problemas dela. Ela precisa sair de lá feliz. Trabalhar com beleza é vender felicidade. Por isso atender apenas um serviço pode ser arriscado, pois elas sempre preferem resolver tudo em um lugar só”, pontua a especialista.

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