Vitor Bertini investiu R$ 1 milhão no projeto
Vitor Bertini investiu R$ 1 milhão no projeto

Depois de vender café para China, empresário vai lançar marca no Brasil

Vitor Bertini testou produto no mercado corporativo e vai começar a vender cápsulas

Gisele Tamamar, Estadão PME,

21 de janeiro de 2016 | 07h26

A marca de café Papagallis foi desenvolvida para ser vendida na China, especificamente no Brazilian Gate, um espaço que funciona como um portal de entrada de produtos brasileiros no país. Mas o universo do café chamou a atenção do empresário Vitor Bertini, que ele resolveu vender sua participação no negócio chinês e focar no setor de café para lançar a marca no Brasil.

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Primeiro, Bertini criou um e-commerce, o Lombas, e começou a testar a marca voltada para o fornecimento de café para empresas. O lançamento para o público final está programado para fevereiro e começa com a venda de cápsulas compatíveis com as máquinas Nespresso. O investimento foi de R$ 1 milhão.

"O cenário econômico é ruim e todas as variáveis macroeconômicas indicam que vai continuar ruim ou piorar. Mas isso não quer dizer que um especifico setor ou uma determina atividade não possa prosperar", afirma.

O empresário está de olho em um mercado em crescimento. De acordo com a pesquisa da Euromonitor contratada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o mercado de cápsulas deve triplicar de valor até 2019 e atingir os R$ 3 bilhões.

Durante os testes para lançar o produto, Bertini começou a vender o café para o mercado corporativo. E começou a oferecer um serviço de consultoria para as empresas relacionado ao café, inclusive para diminuir o desperdício. "O café na garrafa térmica depois de um certo tempo é jogado fora. Um dos grandes consumidores do café corporativo é a pia", diz o empresário que oferece o serviço caso o cliente se comprometa a comprar o café da empresa.

Bertini afirma que o café é a coisa "mais sem dono no mundo corporativo" e pode ser responsável pela insatisfação dos funcionários quando o "café bom" só é servido na sala de reunião e o "café ruim" fica para os funcionários no dia a dia.

"A gente estuda e conversa sobre as necessidades da empresa. Normalmente, fica um bom café coado no dia a dia e um expresso na sala de reunião. Um bom café coado de primeira linha não deve nada a um bom expresso", afirma o empresário, que faturou R$ 300 mil no ano passado e prevê alcançar o R$ 1 milhão este ano com o lançamento da marca.

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