Divulgação
Divulgação

Dentista mora um ano com a sogra para começar negócio próprio

Antonio Carlos Viegas Filho criou a franquia Moldura Minuto, hoje com 72 unidades

Gisele Tamamar, Estadão PME,

21 de outubro de 2014 | 07h02

Depois de morar quatro anos em Portugal, o dentista Antonio Carlos Viegas Filho voltou para o Brasil disposto a montar o próprio negócio. Mas para abrir a empresa, ele escolheu morar com a sogra durante um ano e economizar o valor do aluguel da casa. Hoje, 15 anos depois, a Moldura Minuto tem 72 lojas e um faturamento de R$ 30 milhões.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

A ideia de trabalhar com molduras de quadros surgiu quando o dentista foi fazer uma reforma para montar seu consultório em Portugal e resolveu colocar alguns quadros na sala de espera. "Quando fui na loja para fazer isso me falaram que demorava 15 dias para emoldurar um quadro. Achei um absurdo e aquilo ficou na minha cabeça. Quando eu voltei para casa falei para minha esposa: quando eu voltar para o Brasil vou montar um negócio de quadro. Deve ter um jeito de fazer isso mais rápido", conta.

Depois de quatro anos, a família resolveu retornar ao Brasil. Mas antes, ele passou quase um mês viajando pela Europa em busca de novidades para investir. Tinha esquecido dos quadros. "Só no final lembrei do negócio de moldura. Fui pesquisar como o mercado funcionava e descobri onde estavam os gargalos", diz.

Ao resolver os problemas na logística de abastecimento e no controle da produção de moldura, Antonio abriu a primeira loja em 1999, no Shopping Butantã. "Foi o único que aceitou uma serra elétrica dentro do shopping e também que se enquadrou na parte financeira", diz. Em valores atuais, o investimento inicial para abrir a primeira loja foi de R$ 240 mil. O dentista tinha apenas metade do valor. A outra metade foi financiada com fornecedores (pagamento das mercadorias foi parcelado em 10, 12 vezes). "Eu tinha acabado de chegar de Portugal. Em vez de alugar apartamento, fui morar com a sogra um ano com o objetivo de economizar custos."

Depois de um ano e com as dívidas quitadas, o dentista resolveu abrir a segunda loja, também com crédito com fornecedores. A primeira franquia foi aberta no fim dos anos 2000, no Rio de Janeiro. "A franquia seria um caminho natural, mas caí no mercado de franchising mais cedo que eu imaginava. Eu não pensava em crescer naquele momento e acabou sendo o segredo sucesso. A franquia trouxe capilaridade e uma capacidade financeira maior para investir em ativos", conta.

Sistema. As lojas da Moldura Minuto funcionam como uma mini-indústria e fazem molduras de até três metros. O processo para emoldurar um quadro dura uma hora. "Há cinco anos, nós entendemos que essa rapidez ia virar commodity. Não virou. Mas de cinco anos para cá criamos outro diferencial. Tiramos o foco de vender moldura para vender decoração", explica.

Com o novo foco, a empresa mudou a capacitação dos funcionários e foco das vendas para não só vender molduras, mas explicar como decorar a sala com o quadro que o cliente comprou. Atualmente, 60% das vendas são feitas para clientes que só buscam a moldura. Os outros 40% compram um quadro ou fotografia da loja.

Tecnologia. A empresa planeja o lançamento de um aplicativo para ensinar o cliente a colocar o quadro na parede. Ele poderá tirar uma foto, colocar a moldura e visualizar como o quadro vai ficar na parede da sala por meio da tecnologia de realidade aumentada. Ao incluir o tamanho da parede, o aplicativo vai indicar onde ele fica melhor posicionado. A proposta é que o usuário possa fazer a compra da moldura e da imagem e receber o quadro em casa.

Franquia Moldura Minuto

Investimento inicial: de R$ 180 mil a R$ 250 mil

Taxa de franquia: de R$ 45 mil

Capital de giro: de R$ 15 mil a R$ 30 mil

Faturamento bruto mensal (estimado): R$ 50 mil

Faturamento líquido: em média 30%

Royalties: 5% ou tabela mínima

Taxa de publicidade: 2%

Prazo de retorno do investimento: 24 meses

Site: www.molduraminuto.com.br 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.