JF Diorio/AE
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Demanda por crédito das empresas desacelera em 2012

A procura por empréstimos só deve se intensificar a partir do segundo semestre, quando os financiamentos estarão mais acessíveis

Carolina Dall'Olio,

16 de novembro de 2011 | 06h10

 A concessão de crédito às empresas deve começar 2012 em desaceleração. É o que aponta indicador Perspectiva do Crédito às Empresas da Serasa Experian, que projeta o comportamento do mercado para os próximos seis meses. O índice de setembro teve queda de 0,2%, atingindo o valor de 99,3. Foi a décima retração mensal consecutiva.

O indicador trata dos empréstimos de curto prazo, como capital de giro e desconto de duplicatas. Não leva em conta, portanto, os investimentos. “A queda no índice reflete a atual desaceleração do crescimento econômico brasileiro”, explica Luiz Rabi, analista econômico da Serasa Experian. “Com esfriamento das vendas, as empresas tendem a precisar menos dos empréstimos.”

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Rabi enfatiza que não há escassez de crédito. “Os bancos estão dispostos a emprestar”, assegura o analista da Serasa. “Porém, além da demanda ter diminuído, as instituições financeiras ficaram mais criteriosas para conceder os financiamentos porque a inadimplência está em alta”, analisa.

Mas já a partir do segundo semestre de 2012, a procura por empréstimos deve se intensificar, informa a Serasa Experian. E o crédito também ficará mais barato e acessível.

Em outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 12% para 11,50% ao ano. Novas reduções podem ocorrer nas próximas reuniões do Copom. “Mas os cortes na Selic costumam demorar de quatro a seis meses para surtirem efeito na economia real”, afirma o economista Giuliano Oliveira, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Por isso, só no ano que vem as empresas vão se deparar com taxas menores.”

A inadimplência também deve cair. “Com crédito mais barato e menos restrições à tomada de empréstimos, a demanda das empresas pelos financiamentos deve novamente crescer”, afirma Oliveira.

Para as empresas que planejam tomar crédito, a recomendação é tentar encontrar formas alternativas de financiamento ­– ao menos por enquanto. Negociar mais prazo com fornecedores é uma das estratégias que podem ser adotadas para substituir o empréstimo bancário.

Mas caso o dinheiro seja destinado a investimentos necessários, que possam ajudar a empresa a vender mais desde já, os especialistas não aconselham adiar o financiamento. “A economia brasileira vai continuar a crescer, apesar da crise. Portanto, as empresas podem continuar a contar com aumento nas vendas, ainda que em ritmo menor”, avalia Oliveira.

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