Áreas não cobertas pelo SUS são atraentes para empreendedor da saúde
Áreas não cobertas pelo SUS são atraentes para empreendedor da saúde

Deficiências do SUS são chances para faturar na área

Pesquisa inédita revela que deficiências do Sistema Único de Saúde podem se transformar em negócios para startups

Vivian Codogno,

10 de novembro de 2015 | 08h30

No Brasil, cerca de 70% da população depende do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento emergencial ou especializado. A alta demanda transforma, em muitos casos, o atendimento insuficiente, abrindo campo para oportunidades de negócios para os empreendedores de startups. 

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A conclusão integra um levantamento ainda inédito realizado pela norte-americana International Partnership for Innovative Healthcare Delivery (IPIHD), instituição especializada em negócios na área de saúde, em parceria com a aceleradora de negócios de impacto social Artemisia.

Denominado “Tendências de inovação para a saúde na América Latina e Caribe”, o estudo identifica áreas promissoras sobretudo na chamada “saúde digital”, que busca atender pacientes que demandam cada vez mais informações e lançam mão de dispositivos tecnológicos, como computadores, celulares e os wearable devices (acessórios vestíveis).

 

Classe média. Diante do desafio de empreender na área no Brasil, País em que 85% da população é formada pelas classes C, D e E, responsáveis por 47% da renda total, o instituto Artemísia aponta serviços complementares ao SUS como outra forma eficiente de conquistar uma fatia de mercado ainda não atendida. 

Na prática, são negócios que melhoram a qualidade do serviço prestado pelo governo por meio de soluções que potencializem atendimento deficitário. 

Segundo o relatório, despontam como promissoras ideias de negócios que seguem a tríade “rapidez, eficiência e baixo custo”. 

Recursos. Dados da consultoria PwC indicam que, somente dos Estados Unidos, startups da área de saúde levantaram US$ 3,9 bilhões (cerca de R$ 14,78 bilhões) em investimento-anjo e venture capital apenas no primeiro trimestre de 2015. O crescimento, quando isolado apenas o nicho de tecnologias digitais na área, foi de 56%, comparado ao mesmo período do ano passado.

O Brasil ainda não produz dados sobre o setor. Mas, de acordo com a mesma PwC, a estimativa é de que o setor movimente R$ 14,73 bilhões em dois anos.

Na opinião da Artemísia, doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão e lesões de coluna são enfermidades que constituem oportunidades para negócios de impacto social, voltados à promoção da saúde preventiva. Estima-se que 31% da população brasileira enfrenta algum problema do tipo. A hipertensão é considera a principal causa de morte no País em todas as faixas de renda.

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