José Patricio|Estadão
José Patricio|Estadão

Debate da Semana Pró-PME trata de possibilidades de inovação no mercado

Fidelização de clientes, market place para varejistas online e modelos de negócio dos bancos foram alguns dos tópicos abordados por especialistas neste sábado

Felipe Tringoni, especial para, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2017 | 12h18

Inovação constante é um dos principais desafios para qualquer empresa se manter relevante no mercado, especialmente em tempos de crise econômica. Foi esse o norte da conversa que abriu o terceiro e último dia de programação da Semana Pró-PME neste sábado, 28, na Unibes Cultural.

"Sou otimista e acredito que a crise fomenta a inovação. É preciso conseguir o diferencial competitivo. Principalmente as médias e pequenas empresas, para que não sejam pegas de surpresa", coloca Gustavo Kok, diretor do grupo Dafiti.

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Sergio Risola, diretor do Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia - USP/Ipen), organização que trabalha diretamente com 120 startups de todo o Brasil, também vê o cenário da inovação de forma positiva, mas ressalta: "Muitos líderes não estão tratando desses temas de forma colaborativa. As redes não estão trabalhando como redes. É muito difícil saber pras empresas como lidar com startups."

O panorama atual do comércio on e offline também foi abordada como terreno fértil para novidades. "O varejo físico ficou um pouco perdido, mas acho que entendeu o recado. O desafio hoje é para quem está online fazer a conversão: como transferir o imenso portfólio online para o mundo físico", diz Kok. Para Risola, a fidelização do cliente é fundamental em todos os ambientes, e nisso também se insere a inovação: "Estamos percebendo diferentes formas de como estamos sendo seduzidos."

Relacionamento e confiança

Inovação é um tema de trato fácil para Pedro Chiamulera, fundador da ClearSale. A empresa, hoje especializada em soluções antifraude para ecommerce, tem a busca por novidades em seu DNA. "Quando quebramos, em 2005, tive que buscar a mudança dentro de nós mesmos. Foi quando passamos a focar nossas atividades no combate à fraude para o varejo", conta o empresário, que hoje comanda uma equipe com cerca de 1.400 funcionários.

"A confiança e o relacionamento são a base da nossa formação. Para mim, não faz sentido trabalhar apenas para ganhar dinheiro. É preciso ter um propósito. E o nosso está na confiança no próximo e nos nossos clientes", conta Chiamulera. Kok adiciona: "Relacionamento é o diferencial de muitos pequenos negócios. E se você não consegue manter esse nível de sintonia com o cliente durante seu crescimento, você vai ser engolido."

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