Rafael Arbex|Estadão
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Da paixão de infância ao estudo de mercado: as diferentes maneiras de empreender

Em debate no primeiro dia da SemanaProPME, Juliana Motter, da Maria Brigadeiro, e Diego Reedberg, do Catarse, compartilham histórias de seus negócios e possibilidades variadas para o empreendedorismo

Felipe Tringoni, especial para, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2017 | 13h31

Ela era a menina doceira que se inspirava na criatividade na cozinha da avó. Ele se juntou com amigos de faculdade pensando em uma maneira inovadora de empreender. Uma mais movida pela paixão, outro pelo estudo de mercado. As diferenças nas trajetórias dos negócios de Juliana Motter, fundadora da Maria Brigadeiro, e de Diego Reedberg, co-fundador do Catarse, mostram que as possibilidades para o começo de novos negócios é múltipla.

“Minha avó era doceira familiar e eu a admirava muito. Sabia que era aquele ofício que eu queria seguir. Mas as coisas mudaram de rumo, minha mãe era jornalista, queria que eu seguisse a carreira acadêmica”, contou Motter durante conversa na manhã de quinta, 26, da Semana Pró-PME. “Fui pro jornalismo, reprimi esse desejo de ser doceira, e fiquei 10 anos. Nesse período, me reconectei com a gastronomia enquanto jornalista e também fiz faculdade de gastronomia. Minha paixão sempre foi o brigadeiro e cavei meu espaço”.

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Reedberg, por outro lado, teve um início mais pragmático. “Nossa história é muito pouco romântica. Ainda na faculdade, procuramos ideias que estavam sendo colocadas em prática pelo mundo e ainda não tinham chegado ao Brasil. Foi aí que conhecemos o Kickstarter, plataforma dos Estados Unidos, e começamos a pensar em modelos de financiamento coletivo para o cenário brasileiro”, conta o empreendedor, que viu o Catarse entrar no ar com suas primeiras campanhas em 2011.

Em comum, tanto a Maria Brigadeiro quanto o Catarse  tiveram pequenos tropeços e passaram por adaptações em suas gestões. Após o “boom do brigadeiro gourmet” e a chegada de concorrentes, Motter se viu obrigada a reinventar seu negócio. “Eu já me sentia fazendo mais do mesmo e comecei a pensar em como poderia tornar meu produto único de novo. Minha equipe sugeriu pesquisa de concorrência, mas resolvi subverter e disse para olharmos pra dentro”, conta a empresária. Focando na qualidade de seu produto, a Maria Brigadeiro passou a investir em seu próprio chocolate e em confeitos selecionados.

Reedberg e o Catarse também tiveram que aprender a se sustentar durante o percurso. “Nunca tivemos nenhuma outra empresa, aprendemos muito durante o processo. Cometemos grandes erros de gestão, contratamos muitas pessoas. Mas corrigimos isso e soubemos aprimorar nosso modelo de negócio.”

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