Flávio Rocha, da Riachuelo
Flávio Rocha, da Riachuelo

Crise? Eles preferem a palavra crescimento

Flávio Rocha e Anderson Birman vão encerrar a 14ª edição do Encontro Estadão PME com uma mensagem de otimismo

Estadão PME,

12 de agosto de 2015 | 07h08

Grandes empresários são otimistas e têm visão de longo prazo. Flávio Rocha, da Riachuelo, e Anderson Birman, do Grupo Arezzo, não fogem à regra. Ambos já passaram por diversas crises econômicas e não desanimam nesse período de retração. Pelo contrário. Até planejam – e buscam – crescer. Os dois empresários participarão da 14ª edição do Encontro PME, nesta quinta-feira, 13, em São Paulo. As inscrições são gratuitas.

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“Eu sempre sou um otimista, acho que é um momento muito indicado para novos empreendedores. Tem aquela velha história: quando a água abaixa, a gente vê quem está de calça e quem não está. O momento exige muito, mas é oportuno”, analisa Birman.

Para o empresário, o fato de a empresa idealizada por ele seguir em crescimento, mesmo em momentos de dificuldades, se justifica pela regularidade com que o trabalho é desenvolvido no cotidiano do negócio.

“Todas as ações da companhia, como ações de marketing, de relacionamento com o franqueado, não são afetadas por problemas macroeconômicos. Trabalhamos com paixão, dedicação. Continuamos fazendo a mesma coisa com o tempo bom ou ruim”, afirma.

No início do mês, a Arezzo&Co divulgou os resultados do segundo trimestre. A receita líquida no período analisado foi de R$ 285,5 milhões, alta de 12,5% em comparação ao ano passado. O grupo é formado pelas marcas Arezzo, Schutz, Anacapri e Alexandre Birman e fechou o período com 511 lojas monomarcas no Brasil e outras seis exterior.

“Ter um desafio é um fator sempre presente no negócio e isso faz com que a empresa tenha bons resultados. Estamos tentando fazer do momento uma oportunidade”, diz Birman, hoje presidente do conselho de administração do grupo.

Flávio, da Riachuelo, também acredita que existem boas oportunidades e critica o pensamento de curto prazo. “É importante ter um horizonte de longo prazo, colocar os olhos no futuro. Só pode ser pessimista quem está olhando o Brasil no curto prazo”, analisa Flávio. Prova disso, segundo ele, é que a empresa vai investir nos próximos cinco anos mais do que em 68 anos de história.

No segundo trimestre, a receita líquida do Grupo Guararapes, do qual a Riachuelo faz parte, cresceu 17,9% ante o mesmo período de 2014 e atingiu R$ 1,3 bilhão. “No setor onde estamos tudo está por ser feito. Somos a maior empresa de moda do Brasil e temos menos de 2% de participação do mercado. Quando a gente olha para mercados mais maduros, os líderes têm 10%, 15%”, resume Flávio.

Início. A paternidade é algo presente no discurso dos dois empresários. No caso de Anderson, foi o pai, por exemplo, quem incentivou ele e o irmão a empreender. Segundo o empresário, a abertura do negócio levou em consideração mais o momento pessoal do que o econômico. “Meu pai perdeu a maior parte dos recursos na bolsa de valores e a família buscava uma nova forma de renda. Meu pai colocou os últimos recursos para os filhos”, conta.

No caso de Flávio, seu pai mudou-se do sertão do Rio Grande Norte para Natal. Lá, trabalhou em uma relojoaria, que transformou em bazar após o antigo dono, por sua vez, voltar para sua cidade de origem.

DNA. O bazar passou a focar na venda de peças masculinas, negócio que ele levou para o Recife, onde abriu uma pequena oficina de costura para abastecer as lojas da família. Esse foi o começo da Guararapes, que comprou a Riachuelo, marca bastante conhecida dos brasileiros, ainda em 1979.

“O meu pai tem uma história de vida fantástica. Acredito que (o empreendedorismo) está no DNA, mas como tudo na vida, é uma qualidade que precisa ser desenvolvida e cultivada”, recomenda Flávio.

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