Paulo Giandalia/Estadão
Paulo Giandalia/Estadão

Criador da Turma da Mônica dá quatro dicas para você ser um sucesso como empreendedor

O que Mauricio de Sousa fez para se dar bem no mundo dos negócios

Renato Jakitas, Estadão PME,

21 de outubro de 2013 | 14h00

Do repórter policial ao cartunista e 'pai' de um sem número de personagens que há gerações integram o imaginário das crianças brasileiras, Mauricio de Sousa teve de enfrentar a desconfiança do mercado, crises econômicas e grandes transformações nas plataformas que emprega para veiculação de seus produtos. E não é por acaso que seu negócio de 54 anos chega até aqui como um dos estúdios brasileiros de entretenimento mais celebrados do planeta.

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Para Mauricio de Sousa o segredo do sucesso não está apenas na criatividade. Está também no planejamento estratégico, que ele coloca como um válvula de escape para os problemas históricos do Brasil. "O empreendedorismo pode mudar o nosso País", conta.

Acompanhe abaixo quatro dicas dadas por Maurício de Sousa aos empreendedores.

Plano de negócio

Segundo o cartunista, sua trajetória de sucesso só foi possível porque ele, no início da carreira, preparou um plano de negócios para todos os seus passos profissionais. "Eu sempre soube o que queria e pude planejar tudo em detalhes. Foi tudo planejado, nada aconteceu por acaso na minha carreira", diz ele.

Sem sócio

Outro fator preponderante para o sucesso da empresa, revela, foi a decisão de não contar com um sócio no início da operação. Segundo ele, um parceiro econômico em pé de igualdade atrapalharia a edificação de seu patrimônio criativo. "Tem certas atividade que não dá para ter sócio. No meu caso, certamente ele se sentiria em condições de opinar, em alguma momento, na cor do vestido da Mônica. 'E se o vestido da Mônica fosse amarelo e não vermelho?'. Isso não iria dar certo", conta Mauricio de Sousa.

Aposta multimídia

Posicionar sua empresa como um produtor de conteúdo multimídia antes mesmo da existência dessa palavra é, na opinião de Mauricio de Sousa, o ponto fundamental que o fez sobreviver às mudanças tecnológicas impostas às mídias ao longo do tempo. "Eu nunca quis abrir uma editora. Desde o início eu fiz questão de me firmar como um estúdio de produção. Hoje a gente faz revista, jornal, internet, televisão e o que mais vier."

Incentivar os sonhos

Mauricio de Sousa atribui aos pais o processo de apuração técnica a que se submeteu, responsável direto pela bagagem que carrega até hoje em sua carreira. Ele lembra que quando começou a desenhar, rabiscou o conta dos cadernos de anotação do pai, que era poeta. Ao invés de repreender o menino, ele comprou folhas em branco e material de desenho, incentivando-o a continuar. "A gente não pode borrar sonhos, mas incentivá-los, ajudando as crianças a realizarem o que desejam", ensina.

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