Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Cresce procura por serviço de chef em casa e tendência abre espaço para empreendedores

Empresas de São Paulo que oferecem solução e comodidade para o consumidor registram aumento no faturamento

Gisele Tamamar, Estadão PME,

30 de abril de 2014 | 06h43

Não é preciso ir ao restaurante ou a um grande evento para degustar um prato feito por um chef. É cada vez maior a oferta de serviços em que esses profissionais vão até a casa do cliente para ensinar o preparo de alguma iguaria ou para cozinhar. E o modelo cresce tanto pelo maior número de profissionais no mercado quanto pelo interesse do cliente em comer bem e receber os amigos em casa.

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De acordo com o professor de gastronomia do Mackenzie, Mauricio Marques Lopes Filho, fazer pequenos eventos é uma forma do profissional recém-formado conquistar confiança, sem ter a responsabilidade de assumir um restaurante, nem uma grande festa. “É um exercício para esse começo de vida no mundo da gastronomia.”

Quem conquista a clientela se dá bem. “O interesse tem crescido. Temos grupos de alunos que se organizam para atender essa demanda”, afirma. As recomendações principais do especialista para quem pretende empreender na área é ser organizado, ter uma boa postura na casa do cliente e atender as necessidades do contratante, sem impor pratos exóticos.

A chef Patricia Abbondanza segue essa recomendação. Na empresa Dedo de Moça, criada em 2008, a regra é não ter cardápios engessados. “É um dos nossos diferenciais. A ideia é que o cliente diga o que gosta, o que quer, e a gente sugere algo personalizado”, explica Patricia.

Inicialmente, a empresa surgiu para oferecer cursos para empregadas domésticas, mas hoje as aulas para os donos da casa já representam metade dos cursos. Quem não quiser aprender, conta com a oferta do serviço de ‘personal chef’.

“Existe uma preocupação cada vez mais frequente com a alimentação saudável sem abrir mão do sabor”, pontua Patricia, que fatura entre R$ 30 mil e R$ 40 mil por mês.

Quem também apostou na proposta do serviço na casa do cliente foi o empresário Leandro Freitas. Ele criou o Kaza Sushi para ser capaz de montar um restaurante japonês em qualquer residência, independentemente do tamanho do imóvel. Ele atende desde jantares românticos de casais até eventos corporativos.

“Prezamos pela qualidade. Não temos temaki que vira borracha depois de alguns minutos e não somos com buffets que simplesmente colocam os barcos com os alimentos na mesa e as pessoas se servem. No nosso caso, um sushiman prepara o prato na hora e sabe explicar cada tipo de alimento. Temos um atendimento exclusivo para o cliente”, afirma Freitas. O Kaza Sushi realiza uma média de 50 eventos por mês e espera faturar R$ 1,8 milhão com o serviço neste ano.

Prato espanhol. O negócio da empresa Paellas Pepe começou há 15 anos justamente com o preparo do prato típico da Espanha em festas. Com o aumento dos pedidos dos clientes, os sócios também investiram na abertura de um restaurante no bairro do Ipiranga, em São Paulo, e diversificaram com o serviço de entregas.

Segundo um dos sócios da empresa, Fabio Benedetti, o serviço de eventos cresce 20% ao ano. “Cresce principalmente pela comodidade de fazer uma festa em casa. Além disso, é um prato diferente do tradicional churrasco ou pizza. O preparo faz parte do evento. As pessoas acompanham, pedem dicas”, diz Benedetti.

Além do prato, a empresa pode cuidar da infraestrutura do evento. Por isso, eles conseguem alugar para o consumidor interessado pratos e talheres – eles também trabalham com consignação de vinhos com lojas parceiras. A Paellas Pepe faturou R$ 3,2 milhões no ano passado, sendo que o preparo em eventos respondeu por 30% desse valor. 

Quanto custa?

A aula individual da empresa Dedo de Moça tem o preço de R$ 550. A partir de quatro aulas, o cliente pode comprar um pacote com desconto.

Na Paellas Pepe, o serviço em casa é feito a partir de 25 pessoas. O preço é de R$ 65 por convidado – o valor diminui conforme o tamanho da festa.

No Kaza Sushi, a equipe não sai da empresa por menos de R$ 1,5 mil. O preço mínimo cobrado por pessoa é R$ 60 em uma festa para 30 convidados.

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