Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE

Cresce a procura de marcas licenciadas entre público jovem e adulto

Interesse de consumidores por produtos que exploram marcas e celebridades abre oportunidades para os empresários

Renato Jakitas, Estadão PME,

29 de agosto de 2012 | 06h15

O universo infantil ainda é determinante para os resultados de quem investe em licenciamento no Brasil. Contudo, o interesse de consumidores jovens e adultos por produtos que exploram marcas e celebridades abre oportunidades para os empresários.

Responsável pelo licenciamento de personagens como Jolie e Patati Patatá, Ana Kasmanas, da Kasmanas Licencing, destaca que, cinco anos atrás, 90% das vendas eram escoradas no público mirim.“Hoje, essa proporção é de 70% para as crianças. Os adultos e os jovens ganham relevância”, diz a empresária, que tem no portfólio Adriana Galisteu e marcas como Fico e Iódice para atender essa nova demanda.

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Dentro do segmento de papelaria o impacto da tendência é visível sobretudo na venda de cadernos escolares. Um produto que há 88 anos é produzido pela família Faroni, dona de uma empresa homônima em São Paulo.

“As crianças abandonam os personagens cada vez mais cedo. Quado isso acontece, os meninos tendem a buscar cadernos de marcas esportivas. As meninas vão se associar com celebridades, como o Luan Santana e Justin Bieber”, diz a empresária Marici Foroni.

A ex-modelo Ana Hickmann, uma das personalidades mais licenciadas no País, comprova o apelo que figuras públicas têm entre os jovens. Em 2011, a gaúcha lançou um site de vendas que alcançou 4,5 mil pedidos de compras. No mesmo ano sua marca registrou um faturamento de R$ 400 milhões, entre modelos de relógios e uma linha de suplementos alimentares.

O novo nicho chama a atenção de empresas com o nome fortemente associado às crianças. A Mauricio de Sousa Produções lançou em 2008 a Turma da Mônica Jovem, uma versão teen do clássico que começou a circular em 1959.

“A ideia é dialogar com o público jovem, com personagens apimentados. É um negócio que cresce e alavanca nosso faturamento com o licenciamento, que cresceu 20% em 2011”, explica Mônica de Sousa, filha do cartunista Mauricio de Sousa e executiva na área de licenciamento da empresa fundada pelo pai.

A empresa de Luiz Montini, a Alphafestas, sente o impacto da tendência. O empresário que produz máscaras plásticas e linhas tematizadas para festas conta que a procura por personagens adultos e retrôs o fez procurar Mauricio de Sousa. Até o final do ano, ele pretende lançar uma nova linha de máscaras, com a imagem da Turma da Mônica adolescente. “A gente vai começar a prestar mais atenção nesse tipo de público”, diz Montini.

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