Fabio Mangabeira/Divulgação/Office&Co
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Coworking 'gourmet' quer receber latino-americanos em Miami

Espaço já funciona no Brasil há cinco anos e hoje hospeda uma média de 60 empresas

Vivian Codogno, O Estado de S. Paulo

22 de março de 2017 | 06h00

Após a diáspora em direção ao mercado norte-americano vivida por empreendedores brasileiros em busca de ampliar as possibilidades de clientela para um consumidor mais voraz, empresários ainda apostam no sonho americano como forma de expandir. Com a percepção de que ainda há possibilidades na terra de Tio Sam, a empresária Renata Leal Costa já fez as malas para inaugurar em maio uma unidade do coworking paulistano Office&Co. em Miami.

Com uma proposta 'gourmet', o espaço funciona no Brasil há cinco anos e hoje hospeda uma média de 60 empresas. A versão gringa é um espaço de 450 metros quadrados na Brickell Avenue, centro comercial de Miami.

"Há cinco anos, existia uma polarização de grandes escritórios de luxo compartilhados e os coworkings mais informais", relembra Renata. "O meu público é o executivo um pouco mais corporativo, que paga por um endereço privilegiado, mas quer uma estrutura enxuta", explica a empresária, que hoje fatura em média R$ 1,5 milhão ao ano com a proposta.

A ideia de arriscar a expansão para outro país veio de conversas de Renata com os próprios clientes. A crise econômica fez com que muitos escritórios de alto padrão precisassem reduzir estruturas e ter um endereço nos Estados Unidos com baixo custo se tornou atributo requisitado por eles. 

"Dançamos conforme a música e o que buscamos são empresas que se desfizeram de grandes escritórios e perceberam que a estrutura cabe em um coworking", comenta. "Por isso, em Miami seremos um hub de novos negócios para empresas latinas, que vão poder começar a operar assim que chegarem lá", explica. 

Diferente do que acontece com a unidade brasileira, o foco da empresa em Miami deve ser o empreendedor que está começando seu negócio ou sua expansão para o território norte-americano. "Vamos nos concentrar em abrigar pequenas empresas que querem prospectar nos Estados Unidos, com a condição de gastarem muito pouco nesse início", define Renata, que pretende faturar US$ 700 mil no primeiro ano com a nova unidade.

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