Andre Lessa/AE
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Corrida de rua é opção de negócio para os donos de pequenas empresas

Atividade reúne hoje 4,5 milhões de adeptos e abre espaço para empresas como o Grupo Latin, que faturou R$ 22 milhões durante o ano passado

Carolina Dall'Olio, Estadão PME,

04 de outubro de 2011 | 06h33

Em 2000, ao identificar o potencial de crescimento das corridas de rua no País, quatro sócios criaram o Grupo Latin – uma agência que faz das provas um veículo de divulgação de grandes marcas. Beneficiada pela popularização do esporte (que reúne mais de 4,5 milhões de praticantes no Brasil), a empresa conseguiu faturar R$ 22 milhões em 2010.

O Grupo Latin, por exemplo, transformou companhias como Caixa Econômica Federal, Volkswagen e NET em patrocinadores de provas de rua. Agora, para aproveitar melhor a carteira de clientes que conquistou, passa a oferecer às empresas outros tipos de ações promocionais.

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A estratégia de expansão do grupo respeita uma lógica simples: não deixar as oportunidades escaparem. E a regra é seguida desde sua fundação.

Nos anos 90, o administrador de empresas Carlos Galvão participou da prova de triatlo Ironman Brasil e percebeu que, embora fosse renomado entre os triatletas, o evento reunia apenas 200 participantes. “Eu enxergava erros na organização e estimava que, com algumas mudanças, seria possível chegar a mil participantes em cinco anos”, afirma o empresário. “Vislumbrei ali a chance de criar uma empresa que atuasse no ramo.”

Realizar o Ironman Brasil em uma cidade que tivesse infraestrutura adequada, oferecer conforto aos atletas e um material esportivo de qualidade eram as medidas que Galvão pretendia tomar para atrair um público mais qualificado para o evento. Funcionou. Em três anos, a meta de conquistar mil participantes foi atingida.

Para executar o plano, Galvão contou com a ajuda de Carlos Alberto Azevedo, Frederico Azevedo e Frederico Wagner. Os três empresários, além de sócios da empresa de moda esportiva Track & Field, eram também seus amigos de infância. Juntos, os quatro criaram o Grupo Latin, usaram sua rede de relacionamentos para chegar ao detentor da marca Ironman e abocanharam o contrato de organização do evento no Brasil.

Naquele evento, os sócios perceberam que era bom negócio transformar consumidores da classe A e B em atletas de rua. Com este perfil de participantes, as provas organizadas pelo Grupo Latin se tornaram atraentes aos patrocinadores. “Por mirar esse público, conseguimos chamar a atenção de anunciantes de grande porte”, explica Galvão.

Em 2011, a agência deverá organizar 34 eventos esportivos que contarão com a participação de 65 mil pessoas. “Como criamos um bom relacionamento com os patrocinadores ao longo desses 11 anos, decidimos ampliar nosso portfólio para atender essas empresas em qualquer tipo de ação promocional que elas fizerem”, justifica Galvão.

No novo mercado, a disputa será mais acirrada. A agência passará a trabalhar em áreas em que ainda não possui experiência. “Mas a empresa não tem nada a perder”, avalia José Roberto Martins, consultor especializado em gestão de marcas. “Afinal, estender a atuação do negócio para áreas correlatas é uma estratégia de expansão que apresenta poucos riscos para empresas que vendem direto para outras empresas. A marca fica preservada”, analisa o especialista.

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