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Corretora oferece 'franquia' para quem deseja investir em casa de câmbio

Turismo internacional em alta faz surgir novo modelo de negócio no País

VANESSA BELTRÃO, ESPECIAL PARA O ESTADO,

13 de outubro de 2012 | 10h56

Com o aumento das viagens internacionais e dos gastos em moeda estrangeira, o mercado de câmbio torna-se cada vez mais atrativo. Segundo dados do Banco Central, os turistas brasileiros gastaram US$ 14,63 bilhões com turismo internacional de janeiro a agosto deste ano. O número é superior a quantia desembolsada pelos estrangeiros que visitaram o Brasil no mesmo período, US$ 4,55 bilhões. Por isso, quem já operava no setor, também enxergou uma nova oportunidade de negócio.

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Após 18 anos atuando com câmbio comercial, bolsa de valores e fundos de investimentos, a corretora TOV Câmbio Turismo passou a expandir a sua marca e foi em busca de conveniados para abrir unidades voltadas à troca de moedas para os turistas.

A primeira 'loja' do novo modelo foi inaugurada em outubro do ano passado. Atualmente, uma média de três unidades são abertas por mês. "Este ano já são 14 em funcionamento e mais 31 devem ser inauguradas até janeiro de 2013", explica Fabiano Miranda, diretor comercial do Câmbio Turismo.

O plano de negócios utilizado pela empresa para crescer foi encontrar sócios empreendedores. Aos interessados, não é cobrada taxa de franquia, nem royalties. O investimento inicial para uma loja de 30 m² fica em torno de R$ 100 mil e pode chegar a R$ 150 mil. A previsão de retorno do montante investido é de 18 a 24 meses. As unidades oferecem serviços de câmbio turismo e comercial. Além disso, também realizam o envio de remessas de até US$ 100 mil para o exterior.

Para que as operações estejam enquadradas na legislação do Banco Central (BC), a equipe da TOV supervisiona as unidades. A corretora oferece aos parceiros o layout e a identidade visual da marca, além de treinamento dos funcionários, sistema de negociação, material de divulgação e apoio comercial. Um modelo muito parecido com o de uma franquia.

"O Banco Central permitiu a abertura do câmbio às agência de turismo e isso possibilitou que a gente pudesse buscar parceiros do mercado. Funciona tipo uma franquia, já que oferecemos todo o suporte e uma identidade visual. A diferença é que não cobramos as taxas", explica Fabiano Miranda.

Os parceiros da corretora, na verdade, atuam como correspondentes cambiais, mas não como franqueados. A resolução 3.954 do BC, no seu artigo 6°, afirma que "não é admitida a celebração de contrato de correspondente que configure contrato de franquia...".

Ainda de acordo com Fabiano Miranda, para que o negócio seja aberto, são necessários apenas dois funcionários e um investidor. Hoje, 100% dos sócios empreendedores da corretora são do segmento do turismo. 

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