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Correndo atrás do melhor

Dono da empresa olha, ainda mais agora, o custo-benefício

Estadão PME

30 de maio de 2016 | 05h00

Classificado como fundamental para a saúde financeira de um negócio, o capital de giro é o montante que a empresa tem para custear e manter suas despesas operacionais cotidianas. Calculado a partir da diferença entre o dinheiro que o empresário tem disponível e o total das dívidas a liquidar, o capital de giro é o caixa de curto prazo e permite que pequenos investimentos e insumos sejam repostos sem prejuízo para a empresa.

É comum que bancos ofereçam essa modalidade de crédito aos interessados e, assim como outras operações, trata-se de um empréstimo. 

Diante da retração econômica atual, entretanto, as principais instituições financeiras se depararam com o empreendedor reticente em se endividar. A ‘Escolha PME’, inclusive, conseguiu identificar esse movimento ao constatar que um dos principais focos de escolha para a categoria é o melhor custo-benefício.

BB: preferido e também desejado

Com 40% da carteira de crédito dedicada ao capital de giro e outros investimentos, o Banco do Brasil adaptou os prazos para liquidação dessa modalidade de crédito para ajustar-se às necessidade do empreendedor durante a crise. “Houve redução dos prazos para a operação. Em função do alto patamar de juros, o empresário passou a fazer uma gestão um pouco melhor do prazo de compras e de vendas, de modo a reduzir a necessidade de capital de giro”, comenta Hilton Luiz Schwaab, diretor de micro e pequenas empresas do Banco do Brasil.

O Banco do Brasil foi eleito pelo levantamento ‘Escolha PME’ como o principal banco para captação de capital de giro, com índice de satisfação de 71,9. Além do preço, descrito em 79% dos casos como principal fator de escolha, a imagem da empresa no mercado e o atendimento oferecido são levados em conta pelo empreendedor na hora da decisão. Quando questionados sobre qual banco desejam realizar negócios, a maioria também escolheu o BB.

Adaptações para manter a relevância

Diante dos indicadores econômicos desfavoráveis, a Caixa Econômica Federal também precisou adaptar a linha de crédito para capital de giro para evitar uma queda brusca na demanda. O banco atingiu a marca de 63,7 no índice de satisfação na categoria e ficou com a segunda colocação. 

“Começamos a cuidar das empresas com dificuldades financeiras antes delas se tornarem inadimplentes. Isso fez com que a gente não reduzisse nosso saldo de empréstimos”, explica Eugenia Regina de Melo, superintendente nacional de estratégia para micro e pequeno empreendedorismo da Caixa.

O Itaú, terceiro colocado no levantamento, também sentiu a retração nas solicitações das pequenas e médias empresas, atividade que o banco fomenta com um setor exclusivo há cinco anos. “Levamos em consideração o setor econômico em que cada empresa opera e as competências diferentes dentro de cada uma”, conta André Sapoznik, diretor executivo do Itaú. A instituição tem satisfação de 55,8 na pesquisa.

 

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