Claudio Zaia
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Copo plástico com gelo vira negócio e ganha escala em São Paulo

Distribuído em pontos de venda como postos de gasolina, copo da Ice Cup alcançou mais de 170 lojas em um ano; neste mês, a previsão é entregar 25 mil copos

Mateus Apud, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2019 | 11h35

Um simples copo com gelo, que à primeira vista parece não valer nada, virou um negócio nas mãos do empreendedor Alexei Galasso. Fundada em janeiro deste ano, a empresa Ice Cup (seu terceiro empreendimento) vende copos plásticos de 500 ml cheios de gelo filtrado, próprios para o consumo. Os copos têm um lacre de alumínio ao estilo dos de iogurtes, e por cima ainda recebe uma tampa plástica, para facilitar a movimentação do consumidor da bebida.

O foco das vendas são lojas de conveniência em postos de gasolina e bares, onde os clientes podem adicionar bebidas ao copo. “O público mais forte é o da noite, pessoas que vão para a balada e estão fazendo um 'esquenta'. Elas compram vodca, catuaba, corote ou qualquer outra bebida e compram o copo com gelo em vez de comprar um saco, que é mais caro”, diz Galasso.

Neste ano, a Ice Cup expandiu para 170 pontos de venda espalhados em São Paulo, já alcançou seu break even operacional (quando a empresa chega ao equilíbrio financeiro sem dar mais prejuízos) e vai entregar, neste mês, 25 mil copos. Segundo o empreendedor, a entrega dos copos dobra mês a mês, distribuídos tanto em áreas mais populares da cidade como nas mais ricas.

Cada copo é vendido a cerca de R$ 2,50 e, para quem vende o produto, os copos devem ser apenas colocados na geladeira assim que são entregues. Segundo Galasso, o retorno tem sido bom. “As lojas estão nos falando que as vendas de destilados aumentaram depois que começaram a vender o Ice Cup.”

Os pedidos para o copo com gelo são feitos pelo site da Ice Cup, que conta com uma fábrica e centro de distribuição na capital paulista. Com investimento inicial de R$ 600 mil, a empresa diz estar agora com valuation efetivo de R$ 3,3 milhões. Até o carnaval, estima ter uma distribuição mensal de 200 mil copos. A projeção é fechar 2020 com faturamento de R$ 2 milhões.

“Outra coisa que estamos percebendo é que os postos pertos dos parques estão vendendo muito no período da manhã para as pessoas que estão se exercitando. Então, um próximo passo é entrar nas academias também”, planeja Galasso.

Além dos PDVs na capital paulista, a Ice Cup também está presente na Baixada Santista e pretende chegar até Campinas antes de expandir para outros Estados. “Estamos testando primeiros as possibilidades para errar o menos possível depois. É uma expansão complexa, porque tem que levar o produto pronto e rápido para o local.”

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