Copa e Olimpíada trazem oportunidades para turismo e hotelaria, mas é preciso cautela

O risco dos novos empreendedores é apostar só na demanda gerada pelos eventos esportivos

Hugo Passarelli, Estadão PME,

27 de dezembro de 2013 | 07h05

A realização de dois importantes eventos esportivos nos próximos dois anos -  a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 - vão colocar o Brasil nos holofotes do mundo. Nos setores de hotelaria e turismo, isso pode significar um bom momento para iniciar o próprio negócio.

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Mas os especialistas alertam que é preciso cuidado ao lançar novos empreendimentos só para aproveitar o 'boom' gerado pelos eventos. "A Copa do Mundo, por exemplo, vai ajudar, mas só durante 30 dias, então eu tenho muitas restrições a montar negócios só para a Copa. A não ser que seja totalmente direcionado", diz Marcus Rizzo, da consultoria Rizzo Franchise.

"Como o Brasil acaba sendo visto em vários lugares do mundo, tende a melhorar a projeção para os negócios relacionados ao turismo", afirma Gustavo Schifino, vice-presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Embora a cada ano mais turistas estrangeiros visitem o Brasil, ainda há muito espaço para avançar nesse segmento. Em 2013, o Brasil conseguiu pela primeira vez atrair seis milhões de visitantes vindos de fora. Para 2014, a perspectiva é de mais avanço. O Ministério do Turismo espera 7,2 milhões de turistas estrangeiros.

Mas segundo avaliação de Schifino, não é a Copa que vai ser o determinante para os novos negócios em turismo e hotelaria. "O crescimento da renda, emprego e crédito é o que mais indica um cenário positivo para o setor", diz Schifino.

Paulo Cesar Mauro, presidente da Global Franchise, orienta que os pequenos empreendedores façam um planejamento de longo prazo. "O crescimento da hotelaria vai acontecer em função da nossa defasagem", afirma. Para ele, o empresário que está olhando para o setor deve pensar num horizonte de dez a vinte anos.

:: Três opções de franquia no ramo de hotelaria e turismo::

Clube Turismo - agência de turismo

Taxa de franquia: R$ 30 mil a R$ 45 mil

Capital de instalação: R$ 20 mil a R$ 40 mil

Capital de giro: R$ 10 mil a R$ 15 mil

Investimento total: R$ 60 mil a R$ 100 mil

Royalties: R$ 300 por mês, com reajuste anual

Taxa de propaganda: variável, calculada com base na população de cada cidade

Previsão de retorno do investimento: de 16 a 24 meses

Faturamento mensal bruto (média): R$ 300 mil

Site: http://www.clubeturismo.com.br

Marsans - agência de turismo

Taxa de franquia: R$ 10 mil

Capital de instalação: R$ 30 mil a R$ 50 mil

Capital de giro: R$ 30 mil a R$ 40 mil

Investimento total: R$ 70 mil a R$ 100 mil

Royalties: 1% sobre o faturamento bruto

Taxa de propaganda: 0,3% sobre o faturamento bruto

Previsão de retorno do investimento: de 24 a 36 meses

Faturamento mensal bruto (média): R$ 300 mil

Site: http://www.marsans.com.br/site/index.php

 Che Lagarto Hostels - hotelaria

Taxa de franquia: R$ 30 mil a R$ 50 mil

Capital de instalação: R$ 150 mil a R$ 500 mil

Capital de giro: R$ 30 mil a R$ 40 mil

Investimento total: R$ 210 mil a R$ 590 mil

Royalties: 4% sobre o faturamento bruto

Taxa de propaganda: 3% sobre o faturamento bruto

Previsão de retorno do investimento: de 24 a 36 meses

Faturamento mensal bruto (média): R$ 84,5 mil

Site: http://www.chelagarto.com

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