Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Conselhos de quem fatura milhões no país com alimentação saudável

Conheça as trajetórias de Marcelo Cesana, criador do creme de açaí Frooty, e Sergio Bocayuva, atual CEO da Mundo Verde

Estadão PME,

25 de agosto de 2014 | 06h55

 O empresário Marcelo Cesana entrou no mundo dos negócios aos dezenove anos, quando começou a vender frozen iogurte em São Paulo. O ano era 1994 e, por isso mesmo, não havia nenhuma demanda para o produto, até então, desconhecido. “Meu pai conheceu o conceito em uma viagem ao Canadá e gostou. Mas o consumidor aqui não, achava azedo, faltava açúcar”, lembrou.

::: Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

A Frooty foi lentamente se tornando uma sorveteria até que em 1999 Cesana conheceu uma fruta que fazia sucesso entre os ‘marombeiros’ e os lutadores de jiu-jitsu do Rio de Janeiro. O açaí chegou a São Paulo por meio de locais especializados, mas Cesana resolveu tentar vendê-lo em potinhos, para que o consumidor pudesse levar o produto para casa.

A ideia deu certo e atualmente a empresa produz cerca de 40 toneladas de creme de açaí por dia e faturou R$ 60 milhões durante o ano passado. Mas o começo foi difícil. “Acabei criando a categoria. Então, fui bater na porta de muito supermercado para mostrar aquele produto novo, convencer o gerente de que ele era apreciado por pessoas que faziam exercício”, relembrou o empresário.

Desde então, o consumo da fruta não parou de crescer e agora ela começa até a ser reconhecida no exterior. “Uma geração que come açaí desde criança está chegado na fase adulta. A procura é tanta que não conseguimos nem focar no exterior direito”, analisou Cesana.

Já a Mundo Verde era uma empresa consolidada quando o então diretor de um banco de investimentos, Sergio Bocayuva, se interessou pelo empreendimento. Fundada por uma família de Petrópolis, em 1987, a marca nasceu porque os donos desejavam manter no País o estilo de vida saudável que conheceram no exterior, mas que não podiam reproduzi-lo aqui por falta de opções. Um dos negócios que ajudou a difundir o conceito de alimentação saudável no País, a Mundo Verde contabilizava 128 lojas e ótimo desempenho em 2008. Mas seus donos decidiram vendê-la. “Eles eram ricos e não tinham interesse no lucro. A empresa sempre focou na missão: trazer qualidade de vida”, conta. Bocayuva interessou-se tanto pelo negócio que o comprou com a ajuda da Axxon Investimentos.

A partir daí, o empreendimento dobrou de tamanho – hoje fatura R$ 437 milhões – e acaba de ser vendida . Segundo Bocayuva, há espaço para empreender com o ‘saudável’ e o modelo pode ser replicado com sucesso. Basta entender o que investidores, como ele, procuram.

“Quando um investidor olha um negócio ele procura três coisas. A primeira é a historia do empreendedor e qual a missão dele. A Mundo Verde tinha uma ótima historia para contar. O segundo é qual o potencial de crescimento do ativo. Em geral, os fundos de investimento procuram sair do negócio com três vezes o que investiram. Terceiro, ele precisa saber qual será a estratégia de saída do negócio. Se você tem essas três respostas, o sucesso é garantido.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.