Conheça quais são as dificuldades de quem começa agora no segmento de alimentação

Quem começa um negócio no Brasil passa por muitos problemas. Mas é possível superá-los

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

20 de novembro de 2013 | 06h38

 

 

Empresários que iniciaram negócios há pouco tempo enfrentam dificuldades similares, como a árdua tarefa de encontrar e reter mão de obra. Em boa parte, a realidade deles aplica-se a qualquer empreendedor. Não importa o ramo, eles sempre tentam resolver problemas que surgem, claro, sem avisar.

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A Vapor Burger, por exemplo, sofre com o aumento de preço dos insumos usados na preparação dos lanches. A Coxinha Du Chef, por outro lado, enfrenta dificuldades para achar pontos comerciais considerados ideais para a inauguração de novas lojas.

Igor Puga é um dos proprietários da hamburgueria que prepara tudo no vapor. O negócio, que precisou de R$ 1 milhão para sair do papel, completa um ano neste mês. Segundo Puga, a novidade atraiu bastante público, principalmente pessoas de fora da cidade. Mas o empreendedor termina seu primeiro ano com boas e más notícias para compartilhar. "Tudo que imaginamos, referente ao público, foi muito acima do esperado, as pessoas gastam mais do que tínhamos previsto em nossa loja", conta Puga.

Mas o planejamento de equipe e os gastos operacionais foram os entraves enfrentados nesses 12 primeiros meses de vida. Puga e um de seus sócios têm uma agência de publicidade com seis vezes mais profissionais, mas nem essa experiência ajudou a dupla a lidar com o assunto no novo negócio.

"Não temos mais nenhum funcionário dos que começaram com a gente. A forma de lidar com esse perfil diferente de funcionário foi um grande desafio", analisou. O custo dos insumos também pesou. "Não tem um alimento que usamos que não teve reajuste acima da inflação", conclui Puga.

Coxinha. Renato Iarussi e Roberto Minelli montaram a Coxinha Du Chef, rede especializada no tradicional salgadinho brasileiro. A empresa quer chegar ao final deste ano com cinco lojas próprias e pelo menos três franquias. Para iniciar o negócio, eles investiram R$ 1,5 milhão e deverão fechar 2013 com faturamento de R$ 1 milhão. A partir de 2014, a meta da marca é abrir 100 lojas. Os empreendedores também colecionaram aprendizados nos 12 primeiros meses de vida da empresa.

Conseguir crédito, encontrar pontos comerciais e combater a alta rotatividade de profissionais foram os principais problemas enfrentados pela dupla. Roberto Minelli acrescenta na lista de dificuldades os fornecedores. "Sofremos com empresas que dificultam acesso a prazos e negociações melhores.”

Tiago Almeida ainda não sentiu o impacto, bom ou ruim, de administrar um bar. Ele promete abrir as portas do GIBI Cultura Geek no próximo mês. Trata-se de um bar temático com decoração e jogos voltados ao universo geek. O local ainda terá biblioteca, lojinha de produtos com canecas, camisetas e gibis e um café gourmet no andar superior. O espaço poderá abrigar também eventos temáticos.

Almeida já investiu R$ 700 mil no negócio e estima faturamento mensal de até R$ 100 mil. A ideia inicial era abrir uma hamburgueria, mas a execução do projeto mudou a proposta. "Pesquisei muito e percebi que esse tipo de lugar é muito caro para o cliente, então resolvi montar um local para ser um ponto de encontro, onde as pessoas podem ir com mais frequência", afirma o futuro empreendedor.

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