Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Conheça os donos da startup que conquistou Barack Obama e a família Real inglesa

História da startup brasileira de maior sucesso no mundo pode ensinar muito a quem atua no setor

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

16 de outubro de 2013 | 11h40

Ela é considerada a startup brasileira de maior sucesso atualmente. No portfólio da empresa, que abriu as portas em 2009, estão diversos projetos de mobilidade, embora você já deva ter ouvido falar desse negócio por conta do aplicativo que transmitiu – para 500 mil smartphones – o casamento de Kate Middleton com o príncipe William, da família real britânica. Em 2012, o negócio faturou R$ 10 milhões e até mudou de nome para agora arrebatar o mercado norte-americano – a I.ndigo transformou-se em Taqtile.

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A história dos fundadores dessa startup é parecida com a de muitos empreendedores brasileiros. Eles se conheceram em uma incubadora de negócios – na época sobravam ideias e faltava dinheiro para efetivamente começar um empreendimento na área de tecnologia.

Tudo mudou em 2009, quando os jovens foram convidados a participar de uma feira de inovação e tecnologia nos Estados Unidos. A recém criada I.ndigo enfrentou 60 concorrentes e acabou entre as cinco melhores startups em uma competição organizada no evento. Isso reativou o nosso network e a AT&T nos procurou para desenvolvermos um projeto", conta Danilo Toledo, um dos seis sócios que atualmente cuidam da Taqtile.

A partir daí, tudo se transformou. Os brasileiros criaram projetos para marcas globais como McDonald’s, Harley Davidson e até para um time de hóquei. "Vimos que tinha muita empresa criando aplicativos e poucas resolvendo o problema do cliente", lembra Toledo.

Atentos a essa oportunidade de mercado, a empresa decidiu criar uma área para entender a necessidade do consumidor e só então desenvolver soluções inovadoras – não apenas em tecnologia, mas também em negócios. "A AT&T gostou muito desse modelo, deixou a parceria cada vez mais forte e começamos a desenvolver uma enxurrada de aplicativos aqui dentro (do País) e lá fora."

Em 2011, eles desembarcaram nos Estados Unidos. "Foi aí que começaram a aparecer trabalhos como o aplicativo desenvolvido para a posse de Barack Obama e o casamento do príncipe", relembra Toledo.

No ano seguinte, a empresa brasileira atingiu o ápice da sua curta e vitoriosa trajetória – os criadores do negócio receberam o convite, da universidade de Stanford, para integrarem um conselho de discussão de produtos para a área de mobilidade. Eles tinham, em pouco tempo, se transformado em referência de mercado. Os empresários contam que a visibilidade permitiu a eles aumentarem o valor dos projetos, a relevância dos clientes e então o negócio começou a se especializar em apps inovadores.

Neste ano, o negócio deve dobrar de tamanho em valor, mas busca manter sua principal característica: a qualidade. "Nossa preocupação foi, mesmo tendo mais clientes, em não aumentar muito a empresa; abrimos mão de muitos projetos para manter a qualidade que é o nosso grande diferencial", diz o sócio Renato Tano.

A Taqtile conta hoje com 40 funcionários, seis ficam no Estados Unidos, e os outros, em São Paulo. Segundo Danilo Toledo, a startup agora cria experiências. "Saímos um pouco do posicionamento de desenvolvedores de aplicativos porque fazemos além disso, a gente senta junto com o cliente, entende qual é o público-alvo que ele quer atingir, quem é o consumidor", afirma. E o foco da empresa agora também é o varejo nacional e norte-americano.

Os empreendedores acreditam ainda que existe muito espaço no mercado brasileiro para empreender com tecnologia. "Estamos ultrapassando a fase do mobile 1.0. Até agora as empresas que apareceram estavam fazendo o básico do básico, replicando o que a internet já fazia", destaca Toledo.

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