Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Conheça como é a rotina dos empreendedores que vivem dos fogos de artifício

60% a 70% do faturamento dos empresários são propiciados pelas festas de fim de ano

Renato Jakitas, Estadão PME,

19 de dezembro de 2013 | 17h00

A chegada das festas de fim de ano marca o início da temporada de fartura para os empresários que atuam diretamente com a organização de shows pirotécnicos em eventos públicos e privados realizados em todo o Brasil. Motivado por confraternizações corporativas e eventos realizados em função do Natal e réveillon, o período chega a representar de 60% a 70% do faturamento anual dos negócios especializados na venda e preparação das tradicionais queimas de fogos que acontecem em praias e regiões centrais das cidades.

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Pelo menos três meses antes desse período, a empresa Flames, de Eduardo Tsugiyama, começa a restabelecer contato com clientes de longa data, a maioria prefeituras no litoral paulista, para discutir orçamentos que começam em R$ 10 mil e podem chegar a R$ 100 mil, dependendo do evento.

“Fazemos uma média de 12 eventos no final do ano. É, de longe, o melhor mês, com cerca de 70% do nosso faturamento”, conta Tsugiyama. Engenheiro mecânico, há 28 anos ele trocou um emprego na aviação civil pelo mercado pirotécnico, atividade que levava sem compromisso desde a adolescência. “Sempre gostei de fogos, minha vida inteira. Hoje eu tenho, além da montagem de shows, uma loja que comercializa os fogos. É um mercado extremamente sazonal”, destaca o empresário.

Ele responde pelo show pirotécnico no réveillon da Avenida Paulista, que demanda 8 mil quilos de fogos e recebe 2 milhões de pessoas, e o evento da virada do ano na cidade de Cananeia, no litoral, com uma queima média de 5 mil fogos de artifício. “A preparação dos eventos, principalmente os mais elaborados, exigem pelo menos 10 dias de dedicação. Hoje temos todos os painéis elétricos aqui no Brasil, feitos por empresas especializadas. No passado, eu mesmo fazia”, lembra.

Também em São Paulo, Anderson Queiroz José diz que dezembro é responsável por 60% de sua receita anual. Com fogos comprados da China, ele conta que é preciso pensar nas encomendas com antecedência sob risco de não ter material suficiente para atender a demanda dos clientes.

“Depois do fim do ano, outro período com procura importante é o meio do ano, com as festas de junho e julho. Elas nos oferecem um pico de consumo interessante”, explica Queiroz. A exceção, ele conta, são as finais de campeonatos de futebol, sobretudo quando um grande clube de São Paulo desponta com chances de vitória.

Desempenho. Nesse sentido, 2012 foi memorável para o setor em São Paulo. Eduardo Tsugiyama, por exemplo, diz que não vai se esquecer do dinheiro que ganhou com as vitórias corintianas na Libertadores e no campeonato mundial. Para completar, teve também a vitória do Palmeiras pela Copa do Brasil.

“Eu vendi muito, fiz muitos eventos. Foi um resultado histórico, ultrapassou em muito a procura para a festa junina”, relembra o dono da Flames. O empreendedor também tem diversificado a atuação para diminuir a dependência da sazonalidade. “Começar a fazer queimas para programas de televisão. Esse é um bom mercado.”

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