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Conheça as dicas das campeãs de vendas da Avon para se dar bem nos negócios

Isabel Gimenes e Rosana Tepedino contam suas histórias e dão orientações para quem pretende ter seu negócio

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

27 de novembro de 2012 | 12h00

As revendedoras Isabel Gimenes, 29 anos, e Rosana Tepedino, 40 anos, passaram por dificuldades até chegar ao topo de vendas da rede de cosméticos Avon. As duas trabalham há seis anos com a revenda de produtos e acumulam experiências para dar dicas para quem pretende empreender ou aumentar as vendas. Controle financeiro, bom relacionamento e buscar parcerias estão entre as orientações.

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As duas revendedoras darão seus testemunhos durante a conferência Women Leading Business, realizada nesta terça-feira, dia 27, em São Paulo, com o objetivo de debater os desafios, conquistas e boas práticas das mulheres à frente dos negócios.

A revendedora Rosana Tepedino trabalhava como gerente de marketing em uma instituição de ensino, onde ficou por 12 anos. Até que a empresa passou por um processo de reestruturação, com revisão dos salários. Por isso, Rosana resolveu pesquisar outros negócios, franquias e fazer cursos no Sebrae para entender o mercado.

"Fiquei sabendo que as pessoas que atuavam com venda direta estavam se dando bem. Fui buscar informações e me cadastrei na Avon", lembra. Logo no início, a empreendedora resolveu alugar um escritório na zona leste para trabalhar com pronta entrega.

O problema é que o valor da rescisão contratual do trabalho foi usado para quitar o financiamento da casa e não sobrou dinheiro para capital de giro. "Uma das maiores dificuldades foi não ter capital de giro para proveitar as promoções dos produtos", conta Rosana, que também enfrentou problemas de falha no estoque e controle de vendas.

Depois de seis anos como revendedora, Rosana aconselha os interessados em empreender a ter controle do negócio. "Isso é a alma do negócio. As marcas se vendem, mas se você não fizer direito seu controle acaba não vendo seu lucro. A tendência é misturar as finanças pessoais com o dinheiro da empresa", destaca.

Apesar de manter um escritório, Rosana não deixa de ir até as clientes. Ela também aconselha a buscar parcerias. Por exemplo, ela montou uma cesta de produtos para um salão de beleza sortear entre as clientes. Em troca, ela recebe dois ou três serviços do salão para sortear entre as clientes Avon. A empresária ainda promoveu um dia de maquiagem em um banco no Dia das Mulheres para divulgar os produtos e serviços. "Atendimento bom é uma obrigação. Não é mais diferencial", afirma.

Sem grandes pretensões. Isabel Gimenes é formada em Direito e cursa pós-graduação em Direito Administrativo. Mas, atualmente, 80% do seu tempo é dedicado às vendas de produtos Avon e gerenciamento de 80 revendedoras.

O começo como revendedora foi sem grandes pretensões, com um certo interesse pesssoal. "Sempre comprei muito cosmético. E a menina do cursinho falou: você compra minha cota toda, por que você não se cadastra e começa a revender?", lembra.

Isabel fez o cadastro e começou a deixar os catálogos com conhecidos. Até que a Avon lançou uma promoção. A revendedora que vendesse mais Renew Clinical ganhava uma viagem para Bariloche. "Usei metade do dinheiro que ganhei da minha mãe para comprar um carro, cerca de R$ 9 mil, e comprei em Renew. Resultado: não ganhei a viagem e fiquei com um monte de produtos", recorda Isabel.

A saída foi começar a se mexer para vender os produtos e não ficar no prejuízo. Oito meses depois, a companhia lançou o Renew Ultimate e Isabel conseguiu ganhar uma viagem para Fortaleza. Desde então, já conhece toda a costa brasileira e até Marrocos.

Como dica, Isabel aconselha as empreendedoras a se diferenciar. "É importante buscar a fidelização. Não se deve mecanizar o atendimento. É preciso resgatar o atendimento das antigas revendedoras. Transformei o escritório como se fosse minha casa. Se a cliente precisa comprar um batom, a intenção é que ela precise da Isabel para comprar o batom", afirma a empreendedora.

Quando Isabel abriu seu escritório, ela distribui 2 mil rosas pelo bairro da Lapa, em São Paulo, como forma de apresentação do negócio. "Não fazemos panfletagem. Levamos o catálogo com amostras e uma carta de apresentação", diz.

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