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Conheça alguns dos trabalhadores mais antigos dos EUA e por que eles evitam se aposentar

Do centenário funcionário do Wal Mart à nonagenária que descobriu o emprego dos sonhos há apenas sete anos, conheça a historia de alguns americanos que não aceitaram a aposentadoria

Estadão PME,

08 de outubro de 2014 | 19h00

 Para muita gente, a aposentadoria é o final de uma jornada e a oportunidade de finalmente poder aproveitar melhor a vida, ter mais tempo para si e para a família. Mas para alguns, mesmo com idade bastante avançada, trabalhar ainda é a melhor forma de se manter ativo. A CNN encontrou e conta a historia de alguns dos trabalhadores mais longevos do país:

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1. O funcionário do Wal Mart

Aos 102 anos, Loren Wade é um dos americanos mais idosos ainda em atividade. Ele até deu uma chance à aposentadoria no começo dos anos 1980, quando saiu do emprego em uma empresa de Correios. Mas logo voltou à ativa por considerar a aposentadoria 'muito chata'. Há 30 anos, ele trabalha na mesma unidade da gigante varejista, em Winfield, Kansas. Em sua jornada de 32 horas semanais, ele trabalha desde na reposição das prateleiras até o caixa, passando pela ajuda a clientes que querem escolher flores para o seu jardim. "As pessoas procuram por ele", disse a gerente da unidade, Tony Villar.  

A maior parte da renda de Wade e sua mulher de 67 anos vem da aposentadoria dos Correios e de alguns benefícios do governo. Mas ele diz que o dinheiro do trabalho também ajuda. "Posso comprar coisas que não conseguiria sem ele, como tomar um sorvete ou comer fora de vez em quando", ele diz.


2. A guarda florestal

Betty Reid Soskin já trabalhou em escritório, foi dona de uma loja de discos e trabalhou com políticos. Mas apenas depois dos 80 anos conseguiu encontrar o emprego dos sonhos. Desde 2007, ela é guarda florestal em um Parque Nacional dedicado à 2ª Guerra Mundial, na Califórnia. Três vezes por semana, a senhora de 93 anos conta historias da 2ª Guerra a visitantes do parque. 

"Me parece que todas as coisa que fiz na vida me prepararam para este momento que estou vivendo agora", ela diz. A guarda florestal em tempo integral mais idosa em atividade no país conseguiu o trabalho quase incidentalmente, quando trabalhava com um dos políticos uqe ajudou a criar o parque. "É um bom momento para mim, então não penso em me aposentar."

3. O rei do estacionamento

Kenneth Curzon é um veterano da 2ª Guerra Mundial e esteve no conhecido dia do desembarque aliado nas praias da Normândia.  Mas isso em 1944. Hoje, ele comanda o estacionamento de um hospital em San Diego que recebe três mil veículos por dia. E faz isso há 24 anos, mais tempo do que a vida inteira de muitos de seus colegas de trabalho. 

Curzon, de 91 anos, chega ao trabalho às 6h15 todos os dias, o que dá a ele tempo de chegar todos os equipamentos do estacionamento, antes de começar a trabalhar efetivamente. "Acho que nunca consegui chegar mais cedo que ele no trabalho", disse o CEO do hospital, Gary, Fybel. 

Todo esse tempo de serviço fez com que ele economizasse o dinheiro o bastante para inclusive ajudar alguns amigos, parentes e também fazer caridade. Mesmo assim, ele não tem planos de parar. "Se eles me dissessem que meu emprego aqui acabou, eu provavelmente procuraria outro trabalho", diz.

4. O juiz ativista

Nomeado juiz pelo presidente Lyndon Johnson em 1967, Jack Weinstein acredita ter julgado mais de 25 mil casos em sua carreira, desde a descriminação contra negros até a fabricação de armas. Suas decisões o fizeram um dos mais renomados juízes, de acordo com um publica pelo jornal da categoria em 2013. 

Weinstein tem orgulho da influência de suas decisões, não importa o quão controversas elas sejam. "A sociedade muda constantemente, então a lei precisa se adequar a ela", ele disse.

Um dos pontos mais espinhosos que ele defende é o fim de sentenças mínimas mandatórias para porte de drogas. Ele também tem tomado posição contra o que acredita ser 'sentenças excessivas sobre pessoas pegas com pornografia infantil."

O amor à profissão faz com que o juiz de 93 anos não preveja uma aposentadoria nas proximidades, já que consegue "melhorar a sociedade ocasionalmente, ainda que de forma bastante modesta."

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