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Conheça a pizzaria que fatura R$ 200 milhões

Com 141 unidades, franquia cresce 35% ao ano desde 2003 e, neste ano, estima alcançar R$ 280 milhões

Renato Jakitas, Estadão PME,

18 de agosto de 2012 | 12h32

Há quem sustente a ideia de que empresário de sucesso não pode temer a concorrência. Mas falar o que de alguns segmentos, onde o número de competidores é tamanho que, a ideia de mais uma empresa parece simplesmente insustentável?

O negócio de pizzas em São Paulo que o diga. Na cidade que levou as redondas italianas ao status de prato local, é difícil passar por uma avenida movimentada sem se deparar com uma pizzaria. No entanto, há quem abraçou o mercado e, nele, ergueu empresas milionárias. É o exemplo da Patroni Pizza, rede de franquias que faturou R$ 207 milhões no ano passado e, agora em 2012, quer fechar o ano com R$ 280 milhões acumulado ao longo dos últimos 12 meses.

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Os planos da rede, que conta com 141 unidades – 90 delas em operação e 41 com contrato fechado, a inaugurar – é encerrar 2012 com 190 lojas (400 até 2017). Se alcançar a meta, a Patroni vai repetir o desempenho dos últimos nove anos, em que vem crescendo de maneira ininterrupta 35% ao ano. Um resultado que chama a atenção pela consistência.

“Acho que o nosso pulo do gato está no planejamento. A gente começou com lojas de rua, mas após uma série de assaltos sofridos, focamos nossa operação em shoppings. Deu certo”, resume o criador da marca, Rubens Augusto Júnior.

O empreendedor começou o negócio em 1984, no bairro do Paraíso, zona sul da capital. Na época, ele era funcionário da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). E montou a pizzaria em sociedade com um cunhado. A motivação por trás da empreitada era arranjar uma ocupação para o pai, que após os 50 anos viu-se desempregado e, por isso, deprimido.

“A pizzaria foi crescer mesmo apenas a partir de 1997, quando começamos a trabalhar no shopping. Percebemos uma demanda muito grande para o nosso produto nesse canal”, conta Rubens, que para aproveitar os três momentos de pico dentro dos centros de compra reposicionou a empresa.

“A gente via que a pizza saia mesmo durante a noite. De dia e no fim da tarde, as pessoas procuravam outros produtos e ficávamos quase parados. Foi aí que começamos a servir almoços, chopp e petiscos no cardápio. O resultado foi imediato.”

Outra solução que o empresário considera fundamental para o desempenho do restaurante foi apostar, desde o início, no forno à lenha e na massa de pizza aberta não mão. “Os concorrentes todos usavam forno elétrico e massa aberta no rolo. A gente trouxe a tradição da pizza de rua para o shopping.”

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