Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Conheça a história de duas startups de sucesso para você se inspirar e começar

Eles não tinham ideia do tamanho que alcançariam

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

22 de abril de 2014 | 06h55

 O mercado de desenvolvimento de aplicativos trouxe um resultado além do esperado para alguns empreendedores que traçaram uma trajetória vitoriosa até agora. Qualidade, pessoas bem preparadas e a habilidade de execução do serviço propiciaram oportunidades. E eles as aproveitaram.

::: Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

Uma das startups brasileiras de maior sucesso, a Taqtile abriu as portas para valer quando os jovens sócios do negócio foram convidados a participar de uma feira de inovação e tecnologia nos Estados Unidos. A recém-criada I.ndigo, antigo nome da empresa, enfrentou 60 concorrentes e acabou entre as cinco melhores startups em uma competição organizada durante o evento.

"Isso reativou o nosso networking e a AT&T nos procurou para desenvolvermos um projeto", conta Danilo Toledo, um do sócios que cuidam da Taqtile. Essa mudança trouxe visibilidade ao negócio, que desenvolveu o aplicativo que transmitiu – para 500 mil smartphones – o casamento de Kate Middleton com o príncipe William, da família real britânica. Os responsáveis pelo empreendimento também atuaram na criação de uma solução para a posse do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

"Sentamos junto do cliente e fazemos uma consultoria, participando da criação de estratégias para que o consumidor possa ter uma experiência diferente nos estabelecimentos", conta Toledo. O foco da empresa é prospectar clientes no mercado nacional e, também, norte-americano - onde há concorrência, mas muitas oportunidades.

De acordo com o empresário, existe muito espaço para novos negócios no segmento. "Há demanda para aplicativos de qualidade e que prestem algum serviço ao consumidor", analisa.

O crescimento do uso de aparelhos móveis, principalmente por pessoas de classes mais baixas, também vai aquecer o mercado nacional, pelo menos na opinião do sócio da Taqtile. "Fatalmente, vai crescer." Além disso, Danilo Toledo acredita que as oportunidades não estão apenas concentradas no desenvolvimento de produtos para smartphones. O futuro pode estar, também, em criar soluções – ou como ele diz, experiências – até para roupas.

Táxi. Quem também obteve um crescimento rápido foi a Easy Taxi, empresa que desenvolveu um aplicativo para smartphone que encontra o táxi mais próximo do usuário. O produto foi lançado em 2012 pelo mineiro Tallis Gomes e hoje o negócio tem operações em 162 cidades de diversos países. São mais de cinco milhões de pessoas cadastradas e cerca de 120 mil motoristas de táxis.

"Criamos esse modelo e fomos pioneiros, fizemos muita pesquisa e tínhamos de mudar a cultura dos taxistas, para mostrar que o aplicativo não era um objeto de luxo, mas uma ferramenta de trabalho", conta.

O empresário diz que a Easy Taxi é uma multinacional brasileira de tecnologia que "aprendeu muito bem a fazer mobile". "O empreendedor tem medo de falar a ideia dele para outras pessoas, mas isso é um erro, o que vale mesmo é a execução. Por mais que entremos em um mercado novo, e isso vale para a expansão fora do País, temos uma execução muito boa", diz.

Escalável. Outro fator que contribuiu para o sucesso foi o modelo de negócio adotado logo no início. "Mesmo chegando em um mercado que a gente não conheça, temos um modelo absolutamente escalável, sendo que boa parte dele é replicável", afirma Gomes. "Atuamos muito rápido e nos preocupamos com uma execução detalhada, sem erros", completa.

Depois de sobreviver com recursos próprios do fundador – um importante ensinamento para quem começa – e com a receita que ele obtinha com a operação no Rio de Janeiro, a Easy Taxi recebeu R$ 55 milhões de investidores. O primeiro 'empurrão' para a empresa veio recentemente, em 2012, com o aporte de R$ 10 milhões feito pelo grupo alemão Rocket Internet. O negócio chamou a atenção fora do País e no ano seguinte recebeu mais R$ 30 milhões do Fundo Latin America Internet Holding, empresa da Rocket internet e da sueca Milicom, e outros R$ 15 milhões de um aporte feito pela Rocket Internet e pela iMena, que atua na região do Oriente Médio e África.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.