Betina e Christiane resolveram franquear o negócio com distribuidores
Betina e Christiane resolveram franquear o negócio com distribuidores

Congelados crescem e franquias traçam plano de expansão

Consumidor gasta menos em refeições fora de casa e estimula categoria de produtos

Gisele Tamamar, O Estado de S. Paulo,

22 de abril de 2015 | 06h37

Na situação econômica atual, o consumidor deixou de gastar muito dinheiro para comer fora de casa e passou a consumir alimentos em casa, buscando mais conveniência e praticidade. É nesse contexto que os pratos prontos congelados entram em cena e as franquias que apostam nessa categoria aparecem como uma opção interessante para o empreendedor em busca de oportunidades para investir.

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De acordo com a gerente de contas da Kantar Worldpanel, Danielle Rossi, a categoria cresceu 24% em faturamento e 17% em volume na comparação de 2014 com 2013. Foram as maiores altas desde o comparativo de 2010 e 2011, quando os lançamentos começaram a se tornar mais constantes. E entre os principais atributos procurados pelo consumidor estão preço e promoção, praticidade e conveniência e só depois aparece a marca.

"Fizemos um estudo há três anos e vimos que, especialmente dentro da categoria de pratos prontos, existe uma expectativa grande de lares que comprariam mais se fossem produtos mais saudáveis ou com algum tipo de benefício. Além de ser uma oportunidade, comunicar os benefícios é muito importante", afirma Danielle.

As franquias que atuam na área estão atentas ao comportamento do mercado e traçam planos de expansão. Com mais de dez anos no mercado, a Keep Light resolveu crescer por meio do franchising incentivada pela procura de interessados no negócio. O modelo escolhido foi o de distribuidor franqueado, sem a necessidade de manter uma loja física, que encareceria a operação. Os pedidos são feitos pela internet ou telefone.

A empresa mantém sede em São Paulo e abriu a primeira franquia no Rio de Janeiro no fim do ano. Para 2015, a meta é abrir mais quatro operações. "Nós enviamos para o Brasil inteiro, mas o produto acaba chegando com um custo muito alto na outra ponta", conta a sócia Christiane Jimenez. "Com os distribuidores, o custo diminui e conseguimos ter mais controle de como o produto vai chegar ao cliente", completa a outra sócia, Betina Sehbe.

Abrir uma unidade da Keep Light exige o pagamento de uma taxa de franquia de R$ 60 mil e mais o investimento na estrutura, que varia de R$ 60 mil a R$ 100 mil, com retorno previsto entre 8 e 14 meses. A franquia estima um faturamento médio de R$ 80 mil, com taxa de lucratividade entre 20% a 30%.

O carro-chefe da marca é um kit de alimentação para sete dias, de 800 calorias ao dia, mas a empresa tem no cardápio cerca de 300 itens, desde brigadeiro light até batata frita congelada. As sócias também preparam o lançamento de uma linha de lanche para as crianças.

Alternativas. Já a Substância trabalha com três modelos de franquias. O primeiro é uma unidade express projetada para cidades com até 200 mil habitantes e investimento de R$ 90 mil. Já o "take away" é direcionado para cidades maiores e também trabalha com delivery. É preciso R$ 180 mil para investir. No caso do modelo bistrô, que inclui o consumo no local, o investimento chega a R$ 250 mil.

De acordo com a diretora de expansão do negócio, Ofélia Massis, a rede tem quatro unidades e pretende abrir 25 novas lojas este ano. "Para nós, por incrível que pareça, o ano está sendo muito bom. Eu acredito que as pessoas estão saindo menos e consumindo mais dentro de casa", diz.

No caso da Telu Congelados, o plano de expansão inclui 30 franquias até 2016 frente as 17 em operação. Abrir uma loja da marca custa R$ 99 mil e inclui modelo de empório e delivery.

Atualmente, a marca passa por uma reestruturação interna, com investimentos em maquinário, para atingir a meta em 2016. "Além do sabor, temos que vender o hábito de comer comida congelada e mostrar que ela pode ser consumida como em casa", diz o sócio Fernando Alvim.

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